
Fotos Divulgação
Agora só será possível chegar à
Praias das Pedrinhas por meio de caminhadas
Por determinação do Ministério Público Federal (MPF), a Prefeitura de Rio das
Ostras colocou em prática, nesta quinta, dia 19 de abril, medidas para evitar o
acesso de veículos à Praia das Pedrinhas, um dos locais mais belos da região e
que está inserido em Unidade de Conservação Municipal. Neste praia, localizada
entre Rio das Ostras e Macaé, recentemente foi detectada a desova de tartarugas
marinhas. A ação conjunta envolveu a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e
Pesca, a Secretaria de Segurança Pública, a Secretaria de Transportes Públicos
e a Coordenadoria Geral de Fiscalização e Postura – Comfis.
Uma parceria entre os dois municípios está em análise por suas respectivas
procuradorias, com a finalidade de possibilitar o ordenamento dos acessos e a
utilização sustentável do local, protegendo a Área de Preservação Permanente
(APP) da restinga e promovendo a regionalização do turismo.
Na ação desta quinta, dia 19, as Secretarias de Meio Ambiente e de Transportes
Públicos de Rio das Ostras instalaram bloqueios de concreto e placas de
sinalização para proibir o trânsito de veículos automotores no local,
destacando que o acesso à Praia das Pedrinhas deve ser realizado exclusivamente
mediante caminhadas.
COOPERAÇÃO – A Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Rio
das Ostras afirmou a importância da adoção de ações conjuntas com a Secretaria
de Meio Ambiente de Macaé para o levantamento das medidas necessárias para
coibir o trânsito de veículos na Praia das Pedrinhas.
Os responsáveis da pasta também informaram que está em andamento a elaboração
de Decreto Municipal, cujo objetivo será regulamentar artigos do Plano
Municipal de Gerenciamento Costeiro (Lei nº 2.779//2022), o que possibilitará o
ordenamento do uso e da ocupação do território costeiro municipal.
Uma das medidas determinadas pelo Ministério Público Federal, atendendo
orientação do Instituto Estadual do Ambiente – Inea, foi ordenar as atividades
de comércio em estruturas fixas no local, o que não é permitido na Área de
Relevante Interesse Ecológico – ARIE de Itapebussus, motivando a retirada das
mesmas.
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