Preço médio do litro subiu R$
0,17 e chegou a R$ 5,25 com volta da cobrança dos impostos federais; maior
valor, de R$ 6,99, foi registrado em São Paulo
O preço médio do litro da gasolina subiu R$
0,17, um crescimento de 3,3%, em comparação aos sete dias anteriores. O aumento
ocorre após a retomada da cobrança de impostos federais, que entraram em vigor
no primeiro dia deste mês. De acordo com relatório divulgado semanalmente
pela Agência Nacional do
Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a gasolina foi vendida no
país, em média, a R$ 5,25 na semana passada. Esse é o maior preço desde a
última semana de agosto de 2022. O mercado espera que o valor do litro do
combustível aumente R$ 0,26 após a volta dos impostos. A gasolina mais cara no
país foi encontrada em Barueri e em Santo André, no Estado de São Paulo, a R$
6,99 por litro. Outro combustível que registrou aumento (2,4%) no valor médio
foi o etanol, que
chegou a R$ 3,88 por litro. A alta é de R$ 0,09. Por outro lado, o preço médio
do diesel caiu
0,5% no mesmo período, ou seja, chegou a R$ 6,02 por litro. No último dia 27,
o Ministério da Fazenda anunciou a volta da
tributação dos combustíveis, mas com uma carga maior sobre a gasolina em
relação ao etanol.
Economistas e especialistas
ouvidos pela reportagem da Jovem Pan News têm feito cálculos e
revendo para cima as projeções de inflação para 2023 por conta da reoneração
dos combustíveis. O anúncio
da volta de impostos que estavam zerados para a gasolina e etanol foi
feito à reboque do fim de uma medida provisória que, desde o ano passado,
mantinha zerada a alíquota de PIS, Confins e Cide para os combustíveis. O
economista chefe da Confederação
Nacional do Comércio (CNC), Fábio Bentes, até então apostava em
uma inflação para este ano da ordem de 6,2%, bem acima do teto da meta. O
centro da meta está em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 p.p para cima ou
para baixo. Agora, com a reoneração a pressão sobre os preços para o consumidor
é inevitável, segundo Bentes: “Os combustíveis, ao sofrerem essa reoneração,
por serem os itens com maior peso na composição do Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), vão fazer com que a atividade econômica desacelere,
dado que os juros já estão em um patamar elevado e isso deve fazer também com
que as expectativas quanto a inflação deste ano continuem sendo reajustadas
para cima”. A desoneração de impostos sobre os combustíveis foi uma estratégia
usada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL)
para conter a alta de preços, juntamente com o teto do ICMS para combustíveis,
telecomunicações, energia e transportes. Estas medidas contribuíram para
controlar a inflação brasileira em 2022. Ainda assim, ela ficou fora do teto da
meta.
Por Jovem Pan

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