Mensagem foi emitida pela irmã do
líder norte-coreano, uma das principais figuras da propaganda do regime
A Coreia do Norte ameaçou
nesta terça-feira, 6, tomar medidas “esmagadoras” contra os movimentos
militares de Seul e Washington, que realizaram na véspera manobras com um
bombardeiro estratégico e preparam extensos exercícios a partir da próxima
segunda-feira. A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, emitiu este alerta
em resposta às “ações militares ostensivas” dos Estados Unidos e
da Coreia do Sul,
que “foram longe demais e se tornaram extremamente irracionais”, segundo
declarações publicadas hoje pela agência de notícias estatal “KCNA”. A Coreia
do Norte “acompanha muito de perto” todos esses movimentos e “está sempre em
estado de prontidão” para tomar ações “rápidas e esmagadoras”, disse a irmã do
líder Kim Jong-un, uma das principais figuras da propaganda do regime.
Kim Yo-jong também advertiu que
qualquer tentativa dos EUA de interceptar um de seus testes de mísseis seria
considerada “uma declaração de guerra”, uma vez que estes “são realizados sem
prejuízo da segurança dos países vizinhos e em águas e espaços aéreos abertos
fora da jurisdição americana”. As manobras de Seul e Washington da véspera
foram realizadas sobre o Mar Amarelo (chamado de Mar Ocidental nas duas
Coreias) e delas participaram um bombardeiro estratégico americano B-52 e caças
sul-coreanos F-15 e F16, segundo informou o Ministério da Defesa do país
asiático em comunicado. Esses exercícios acontecem dias antes do início das manobras
Freedom Shield, que acontecem de 13 a 23 de março.
Em fevereiro, Pyongyang já havia
advertido que, se os EUA continuassem a exercer a chamada “dissuasão estendida”
e mantivessem seu plano de realizar grandes exercícios militares com a Coreia
do Sul neste mês, o regime poderia considerar essas ações como uma “declaração
de guerra”. A chamada dissuasão estendida é um compromisso assumido por
Washington com Seul em maio do ano passado, que consiste no envio de ativos
estratégicos dos EUA para a península coreana com base nas ações do regime do
norte. A península vive um nível histórico de tensão depois de um 2022 em que
Pyongyang, que rejeitou ofertas para voltar ao diálogo, realizou um número
recorde de testes de armas e em que os aliados voltaram a realizar grandes
manobras e exerceram essa dissuasão ampliada.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!