Órgão encaminhou novo pedido à
Justiça Federal do DF e pede que grupo seja obrigado a ressarcir R$ 20,7
milhões aos cofres públicos
A Advocacia-Geral da União (AGU)
encaminhou à Justiça
Federal do Distrito Federal um
novo pedido de condenação definitiva de 42 pessoas presas por participação na
invasão e depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. Na
ocasião, as sedes do Supremo
Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e
o Palácio do
Planalto foram destruídas por manifestantes. O novo pedido foi
apresentado nesta quarta-feira, 1º, horas após a AGU ter feito uma solicitação
semelhante, pedindo a condenação de outros 40 detidos. Ao todo, o número de
pedidos de condenação definitiva chegou a 82. Apesar de divulgar os pedidos, a
AGU não tornou público o nome dos 82 presos, uma vez que o caso segue sob
sigilo.
Anteriormente, como a Jovem Pan mostrou, os suspeitos já tiveram
seus bens bloqueados a pedido da AGU no âmbito da terceira tutela cautelar
antecedente movida pelo órgão contra os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A
nova solicitação visa converter a ação cautelar em civil pública de proteção de
patrimônio público, para que, desta forma, todos os presos citados sejam
obrigados a ressarcir R$ 20,7 milhões aos cofres públicos. O
montante diz respeito aos prejuízos materiais que o STF, o Congresso e o Palácio
do Planalto calcularam terem sofrido após a depredação. Na ação, a
Advocacia-Geral da União diz que “os réus participaram da materialização dos
atos de invasão e depredação de prédios públicos federais, tanto que em meio a
esses atos foram presos em flagrante como responsáveis pelos atos de vandalismo
nas dependências dos prédios dos três Poderes da República e em face dos mesmos
foi decretada prisão preventiva”. Em seguida, o órgão afirma que os presos
participaram de maneira consciente de atos ilícitos e que resultaram a danos à
“ordem democrática e à imagem brasileira”. A AGU já moveu quatro ações contra
os suspeitos, defendendo, em juízo, que todos devem responder pelos danos
causados no âmbito do Código Civil. São elas:
- 1ª Ação: inicialmente, obteve de forma
cautelar o bloqueio de bens de suspeitos de financiar o fretamento de
ônibus para os atos. Posteriormente, foi solicitada a conversão em
principal para pedir a condenação definitiva de 54 pessoas físicas, três
empresas, uma associação e um sindicato a ressarcir os cofres públicos.
- 2ª Ação: obteve de forma cautelar o
bloqueio de bens de 40 pessoas presas em flagrante por participarem da
invasão e depredação dos prédios; em seguida, a AGU pediu a condenação
definitiva dos envolvidos a ressarcirem os cofres públicos.
- 3ª Ação: movida em face de outros 42 presos
por participarem da invasão dos prédios e depredação; bloqueio de bens dos
envolvidos foi determinado pela Justiça e, agora, a AGU pede a condenação
definitiva a ressarcir os cofres públicos.
- 4ª Ação: proposta contra mais 42 detidos em
flagrante durante os atos; bloqueio de bens já concedido pela Justiça.
Por Jovem Pan

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