O padre Óscar Danilo Benavidez
Dávila, que foi detido em agosto de 2022, pelo ditador da Nicarágua, Daniel
Ortega, na época acusado de crime contra o Estado (mas não detalhado o motivo
da prisão), foi condenado nesta semana a 10 anos de prisão.
Ortega, que se dizia ofendido
pelo padre, alegou que o líder religioso propagava 'Fake News' sobre o seu
governo e que Dávila participava também de uma quadrilha criminosa.
O padre Dávila era considerado a
última voz ativa contra Ortega no país, mas, hoje, ele cumpre prisão no Sistema
Penitenciário Nacional, em Tipitapa; porque rejeitou deixar os fiéis da sua
igreja sem pastor.
Depois da prisão dele em agosto
do ano passado, outros sacerdotes fugiram do país e Ortega chegou a expulsar
várias madres e fechar conventos, que tinham ações sociais importantes na
Nicarágua.
Como a imprensa passou longos
meses sem saber o estado de saúde do líder religioso, foi cogitada, inclusive,
a morte de Dávila na prisão.
Nos seus sermões, Dávila
continuamente falava sobre as medidas arbitrárias que Ortega impôs à Igreja
Católica como fechar rádios e TVs, sem motivo algum. Além disso, o padre
denunciava todos os crimes de tortura ou sumiço de pessoas que chegavam ao seu
conhecimento.
Segundo apuração do site
Confidencial, existe na Nicarágua uma gama imensa de juízes que sentenciam
contra os inimigos políticos de Ortega e subordinam suas decisões à vontade do
partido do ditador.
Jornal da Cidade Oline

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