Suprema Corte julga se ateus podem processar o Estado da Flórida por oração | Rio das Ostras Jornal

Suprema Corte julga se ateus podem processar o Estado da Flórida por oração

A Suprema Corte decidiu, em junho de 2022, que um distrito escolar
 no Estado de Washington violou as proteções à liberdade religiosa 
da Primeira Emenda, ao demitir o técnico de futebol norte-americano 
Joseph Kennedy por orar depois dos jogos | Foto: David Benjaminlat / Wikimedia

Ateus compareceram à vigília e alegaram que a cidade violou a separação entre Igreja e Estado

Suprema Corte dos Estados Unidos julgará, na próxima sexta-feira, 17, uma ação que questiona se o patrocínio de uma vigília de oração pela cidade de Ocala, na Flórida, ofendeu os ateus que residem no local. Segundo a acusação, a vigília violou a Primeira Emenda.

O julgamento remete a 2014, quando os moradores de Ocala realizaram uma vigília pública após os tiroteios em que crianças pequenas ficaram feridas. O chefe de polícia local incentivou os moradores a comparecerem ao evento.

Alguns ateus compareceram à vigília e alegaram que, ao organizar o evento, a cidade violou a chamada separação entre Igreja, Estado e a Cláusula de Estabelecimento da Constituição.

Os entrevistados dizem que a vigília apresentava elementos religiosos que os ofendiam e os faziam se sentir excluídos.

“Policiais uniformizados pregaram o cristianismo em um estilo revivalista para centenas de cidadãos reunidos por uma hora no coração da cidade”, disse uma das testemunhas.

“Os ateus foram convidados a comparecer pelas autoridades da cidade, tinham interesse em fazer parte da comunidade e estavam preocupados com o crime”, disse outra testemunha. “Eles compareceram, mas não puderam participar de nenhuma atividade, porque era tudo oração”.

A Suprema Corte decidiu, em junho de 2022, que um distrito escolar no Estado de Washington violou as proteções à liberdade religiosa da Primeira Emenda, ao demitir o técnico de futebol norte-americano Joseph Kennedy por orar depois dos jogos.

O Tribunal Superior concluiu que a Constituição dos EUA não exige nem permite que os governos proíbam a liberdade religiosa.

A cidade de Ocala, em setembro de 2022, entrou com uma petição na Suprema Corte solicitando que o Tribunal decida se “ofensa psíquica ou emocional supostamente causada pela observação de mensagens religiosas [é] uma lesão suficiente para conferir legitimidade, inclusive quando a parte ofendida busca deliberadamente a exposição em questão”.

Redação Oeste

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