23/02/2023

Segundo a PF, Renan Calheiros não recebeu propina da Transpetro

Trata-se de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção
 que foi concluída e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal 
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira, 22, que não encontrou provas de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) teria recebido uma propina de R$ 4 milhões da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Trata-se de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção que foi concluída e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração faz parte de um dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

“Depois de analisar as provas materiais e ouvido os supostos envolvidos, não se observou a existência de elementos que pudessem corroborar a hipótese criminal objeto da presente investigação”, disse a delegada do caso, Lorena Nascimento. “Os colaboradores ouvidos apresentaram versões, em parte, concordantes com os fatos, mas não foram aptas a trazer aos autos ou a produzir, a partir delas, elementos de prova capazes de corroborá-las.”

A investigação apurava crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O inquérito começou a partir das delações premiadas de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro; de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras; e dos empresários Luiz Fernando Maramaldo e Felipe Parente.

Na delação de Machado, o ex-presidente afirmou que Calheiros teria cobrado a propina para beneficiar o consórcio responsável pela construção do Estaleiro Tietê. O repasse teria acontecido por meio de doações ao MDB de Alagoas, nas eleições de 2010. O pagamento teria ocorrido por intermédio do empresário Wilson Quintela e correspondia a 1% do valor total do contrato com o estaleiro.

“O rastreamento do caminho do dinheiro em espécie pereceu no tempo, tanto em razão do longo lapso temporal, como em razão de não se vislumbrar um liame direto de que os valores entregues supostamente por Wilson Quintella Filho, ou por terceiros designados sob as orientações de Sergio Machado, tinham como destinatário final o parlamentar investigado”, informou a PF.

Agora, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, deve pedir que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso.

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