Ex-deputado foi preso em 1º de
fevereiro
A Procuradoria-Geral da República
(PGR) se manifestou favoravelmente à revogação da prisão do ex-deputado federal
Daniel Silveira (PTB-RJ), preso em 1º de fevereiro, por ordem do ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF).
Em parecer assinado pela
vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, a PGR voltou a
afirmar que, com o indulto concedido a Silveira pelo ex-presidente Jair
Bolsonaro, o processo penal deve ser extinto. Em abril de 2022, Silveira foi
condenado a mais de nove anos de prisão por ameaças ao STF. No dia seguinte, o
presidente indultou o ex-deputado.
A PGR argumenta que “o ato
concessivo da graça goza de presunção de constitucionalidade, reforçada
inclusive pela ausência de qualquer determinação liminar para a suspensão de
seus efeitos”. Portanto, o processo contra Silveira deve ser extinto, defende a
procuradora.
Silveira foi
preso por descumprimento reiterado das medidas impostas naquela
ação, em que obteve o indulto presidencial. Até agora, a multa a ele aplicada
chega a R$ 4,3 milhões.
Para PGR, Silveira deve ser
colocado em liberdade e, enquanto se discute o cumprimento das medidas
pretéritas, eventuais medidas cautelares em desfavor de Silveira devem ser
diversas da prisão, “nos termos do artigo 319 do Código de Processo Penal, uma
vez que o efeito imediato da clemência é a extinção da pena privativa de
liberdade”.

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