Mangueira encerrou o primeiro dia
de desfiles com homenagem aos ritmos musicais africanos. THIAGO RIBEIRO/AGIF AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA
Império Serrano, Mocidade
Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca também se apresentaram nesta
madrugada
Seis escolas de samba desfilaram
entre a noite deste domingo, 19, e a madrugada desta segunda-feira, 20, no
primeiro dia do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Os
destaques da noite foram Mangueira e Grande Rio. O primeiro desfile da noite
foi da Império
Serrano, que homenageou Arlindo Cruz em seu retorno ao Grupo Especial.
A escola teve momentos emocionantes, como a presença do sambista no último
carro, mas fez uma apresentação aquém das expectativas e deve brigar na parte
de baixo da tabela. Na sequência veio a Grande Rio, que
homenageou Zeca Pagodinho e sacudiu a Sapucaí. Os carros apresentavam riqueza
de detalhes, assim como as fantasias. Além disso, a bateria estava em noite
inspirada. Entretanto, problemas de evolução no fim do desfile podem
comprometer a agremiação na briga pelo bicampeonato.Homenagem a Zeca Pagodinho rendeu
à Grande Rio um dos melhores desfiles da noite DHAVID NORMANDO/FUTURA
PRESS
A terceira escola a desfilar foi
a Mocidade
Independente de Padre Miguel, que homenageou mestre Vitalino e os
artistas do Alto do Moura. Mesmo com um bom samba, o desfile não empolgou e a
escola apresentou problemas de acabamento nas alegorias. A Bateria Não Existe
Mais Quente foi o destaque da apresentação. Em seguia, foi a vez da Unidos da Tijuca homenagear
a Baía de Todos os Santos. O destaque do desfile foi a Comissão de Frente, que
incendiou a avenida quando as luzes da Sapucaí apagaram para que o tripé da
escola brilhasse. Entretanto, o último carro teve problemas após colidir com um
viaduto e ser danificado, com uma estrutura indo para a avenida torta.
O quinto desfile foi do Salgueiro, que sacudiu a
avenida ao falar da liberdade de expressão. Além de uma bateria em noite
inspirada, o destaque foi o carro abre-alas, que tinha mais de 100 metros,
elementos cenográficos com movimento e até uma fonte de água. A imposição
visual foi uma das melhores da noite. Entretanto, problemas de evolução dos
carros podem atrapalhar a escola, que teve que correr para encerrar o desfile
dentro do tempo permitido. Por fim, foi a vez da Estação Primeira de Mangueira vir
para a Sapucaí cantar a influência da África na música baiana. Com a bateria
inspirada e explorando todos os ritmos abordados no enredo, samba e cantos
fortes e belas alegorias e fantasias, a escola sacudiu a avenida e se colocou
como forte candidata ao título do carnaval carioca.
Por Jovem Pan
http://dlvr.it/SjjMtH

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