Processo pode resultar em
penalidades, como censura e suspensão do parlamentar, e pode terminar com a
perda do mandato
O senador Marcos do Val (Podemos)
deve passar por um processo
por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Congresso Nacional,
que não se reúne desde setembro de 2019, mas deve ser reinstalado essa semana.
O processo pode resultar em penalidades como censura e suspensão do
parlamentar, que pode terminar com a perda do mandato. Desde a última
quinta-feira, 2, foram vários recuos e reviravoltas na denúncia do senador sobre
o que seria um plano para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
sugerido pelo ex-deputado Daniel Silveira.
Contudo, Do Val tem chamado essa “confusão” de “estratégia de
contrainteligência”. A ideia do plano de Silveira seria gravar
uma declaração comprometedora do ministro Alexandre de
Moraes que servisse para anular as eleições por possível
parcialidade na condução do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, segundo o próprio Marcos do
Val, ele resolveu avisar o ministro, que disse ter pedido para ele formalizar a
denúncia.
Como o senador não teria
aceitado, o assunto foi então descartado pelo ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF). Porém, o parlamentar disse que não teve essa
orientação e pediu a saída de Moraes da relatoria do inquérito sobre as
os atos
violentos de invasão e depredação do dia 8 de janeiro, em Brasília. Do Val
também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),
dizendo primeiro que ele estaria totalmente envolvido e depois que só teria
testemunhado a conversa com o ex-deputado. Ele deve prestar novo depoimento
na Polícia
Federal (PF), depois que o ministro
Alexandre de Moraes determinou que o senador seja investigado pelos
crimes de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação no curso do
processo.
Na semana passada, depois de
divulgar as diferentes versões do caso, ela já foi ouvido como testemunha pela
PF. Inclusive, após a oitiva, Do Val disse que teve o aparelho celular retido
por ordem de Moraes. Entretanto, isso se revelou mais uma contradição. O
relatório da PF enviado ao STF diz que o senador entregou o celular
espontaneamente. O aparelho passou por perícia e o conteúdo será descrito em um
relatório da PF, também para o STF, a ser enviado nos próximos dias.
Por Jovem Pan

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