Jogador foi condenado há nove
anos de prisão na Itália por violência contra mulher albanesa, em 2013
O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou
nesta quarta-feira, 18, que o jogador Robinho pode cumprir
no Brasil a condenação de nove anos de prisão por estupro de uma
mulher albanesa, na Itália, em 2013. A declaração ocorreu em entrevista à
rádio Bandnews. Em
novembro, o Brasil negou a extradição do atleta, que completará 39 anos no
dia 25. “O exame definitivo compete a questões jurídicas, não são questões
políticas. A própria Constituição brasileira proíbe a extradição de cidadãos
brasileiros natos. Mas, agora pode, em tese, haver esse cumprimento de pena,
mas isso precisa ser examinado e isso efetivamente tramitar”, disse Dino.
Segundo o ministro, até o momento o caso ainda não chegou às suas mãos. Ele
explica que o tema inicialmente tramita pelo Ministério da Justiça e pela
Secretaria Nacional de Justiça, órgão central de cooperação jurídica de relação
internacional, é a responsável pelo processamento. Ainda de acordo com Dino, a
equipe do Ministério da Justiça está empenhada no trabalho envolvendo os atos
golpistas contra a sede dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios,
ocorridos na última semana. Por isso, ainda não houve tempo da análise do caso
após tomar posse.
“Evidentemente, posso afirmar que
a minha visão geral é de que crimes, quaisquer que sejam eles, devem ser
punidos. Mas a aplicabilidade de um caso completo como esse só pode ser feita
depois que houver toda a tramitação”, concluiu o ministro, que também é
advogado. Apesar de Robinho poder cumprir a pena no Brasil, essa possibilidade
é dificultada pelo Código
Penal. A sentença estrangeira só é aplicada no Brasil em duas
situações: a primeira é pela reparação de danos e a segunda, pela homologação
para efeitos de tratados. Robinho não entra em campo por uma partida oficial
desde 2020, quando defendia o Istambul Basaksehir, da Turquia. O jogador chegou
a ser anunciado pelo Santos em outubro do mesmo ano, mas a contratação foi
cancelada após pressão da torcida e de patrocinadores por causa do processo por
estupro.
Por Jovem Pan

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