A ministra do Turismo do
ex-presidiário Lula (PT), que já está envolvida em uma série de polêmicas, tem
mais uma acusação grave para se explicar.
Daniela Carneiro, mais conhecida
como Daniela do Waguinho (União-RJ), suspeita em sua relação com milicianos, agora
está sendo acusada de obrigar funcionários da prefeitura de Belford Roxo (RJ),
onde o marido, Wagner dos Santos Carneiro, o "Waguinho", é o atual
mandatário, a fazer tarefas incompatíveis com o serviço público.
Comissionados e contratados do
município contaram que Daniela Carneiro os obrigava a fazer jornada dupla para
ajudar na campanha dela e do deputado estadual Márcio Canella (União-RJ), amigo
da família. Como consequência dos "bons serviços prestados", a
ministra se elegeu a deputada mais votada do Rio de Janeiro.
"Eles pediam para gente
acompanhar os comícios, carreatas e todas a reuniões, entende? Mesmo saindo do
trabalho, que o plantão é de 24 horas. A gente saía do trabalho de manhã e
tinha que ir logo para as reuniões de prestação de contas e tudo mais e tinha
que votar, na época, na Daniela e no Canella", relata um ex-funcionário.
Uma outra ex-colaboradora disse
que os funcionários só tinham permissão para assinar o ponto de saída
"depois que acabasse a reunião ou a campanha, que fosse".
Embora, não concordando, os
servidores do município se empenharam. Mas, no início de janeiro, o prefeito
resolveu demitir de uma só vez mais de 5 mil contratados. Waguinho rescindiu
com todos os comissionados, temporários ou aqueles com função gratificada. As
demissões em massa chamaram a atenção do Ministério Público que resolveu
investigar o caso em virtude do colapso que a determinação pode acarretar nos
serviços públicos.
Já Daniela, se defendeu das
acusações e alegou que jamais coagiu alguém e que os funcionários da prefeitura
se propuseram a colaborar na campanha dela porque "confiam em seu trabalho".

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