Pessoas têm ido as ruas pedir a
destituição de Dina Boluarte e o fechamento do Congresso, como havia sido
proposto por Pedro Castillo
A Ouvidoria Pública do Peru confirmou nesta
segunda-feira, 12, que aumentou para sete o número de mortos em pouco mais de
24 horas de confrontos entre a polícia e manifestantes que pedem a renúncia da
nova presidente do país, Dina Boluarte, e o
fechamento do Congresso. “Foram dois dias muito infelizes com saldo de sete
pessoas mortas (…) duas delas menores de idade e todas por projéteis de arma de
fogo”, disse em entrevista à emissora “Epicentro TV” a titular da Ouvidoria,
Eliana Revollar. Os confrontos mais violentos ocorrem no sul do país,
especificamente nos departamentos de Apurímac e Arequipa. A Direção Regional de
Saúde de Apurímac detalhou em comunicado que um adolescente de 16 anos morreu
ao meio-dia desta segunda ao apresentar um ferimento à bala após um protesto em
Chincheros, no departamento de Apurímac. Durante a tarde, a entidade confirmou
que outros dois jovens de 18 anos haviam morrido. A essas três vítimas
registradas nas últimas horas somam-se outro jovem que morreu esta manhã em
Chincheros, um homem morto em protestos na segunda maior cidade do país,
Arequipa, e mais dois que morreram na tarde de domingo em Andahuaylas.
Além disso, Revollar confirmou
que há 32 civis feridos, além de 24 policiais, e declarou que “a situação é
muito tensa no país”. “Estamos pedindo a investigação destes casos, que, de
verdade, são mortes inúteis, porque se fossem tomadas decisões oportunas, esta
situação não deveria acontecer”, declarou Revollar, acrescentando que é necessária
uma solução política. “Esperamos que este gabinete consiga lidar com este
momento triste e realizar as eleições antecipadas que a população deseja”,
completou. O governo do Peru decretou nesta segunda estado de emergência por 60
dias em sete províncias do sul do departamento de Apurímac, epicentro dos
protestos que pedem a destituição da presidente Dina Boluarte. Desta forma, o
Executivo busca manter a “ordem interna” nas províncias de Abancay,
Andahuaylas, Chincheros, Grau, Cotabambas, Antabamba e Aymaraes com o trabalho
conjunto da Polícia Nacional Peruana (PNP) e das Forças Armadas, segundo se
pode ler na norma publicada no jornal oficial “El Peruano”.
Por 60 dias, serão suspensos na
província de Apurimac os direitos constitucionais relacionados à “inviolabilidade
do domicílio, liberdade de trânsito pelo território nacional, liberdade de
reunião e liberdade e segurança pessoais”, de acordo com o artigo 2 da
Constituição peruana. Durante a segunda-feira, houve bloqueios de estradas em
várias partes do país, um ataque ao aeroporto de Arequipa e incidentes em
instituições bancárias e judiciais em vários locais, entre outros.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

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