Investigação apurava pagamentos de propinas no valor de R$ 1 milhão
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou arquivar nesta terça-feira, 6, um inquérito contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL). A investigação apurava suspeitas de pagamentos de propinas de R$ 1 milhão pela empreiteira Odebrecht, em troca de benefícios no Congresso.
Ao concluir a investigação, a
Polícia Federal (PF) havia indiciado o parlamentar por crimes de corrupção
passiva e lavagem de dinheiro. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR)
discordou do posicionamento da PF e informou que não havia provas para
apresentar uma acusação contra Calheiros. Assim, a PGR solicitou o arquivamento
do caso.
“Em consequência, ao menos nos pontos ora
analisados pela PGR no âmbito de supervisão desta Corte, resulta ser inviável
prosseguir no caminho investigativo, com esteio nos relatos de colaboradores
destituídos de elemento de corroboração”, escreveu Fachin, em sua decisão.
Quando a polícia indiciou
Calheiros, em julho de 2021, o parlamentar acusou a corporação de atuar
politicamente contra ele por sua atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito
da Covid-19.
“O relatório final, produzido
pela PF, foi incapaz de produzir provas suficientes para indicar a autoria e/ou
materialidade, não logrando êxito em reunir indícios minimamente subsistentes
da ocorrência de crime e da participação do senador Renan em relação aos fatos
imputados”, informou, em nota, o advogado do senador, Luís Henrique Machado.

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