PL conquistou a maior bancada do
Congresso Nacional e conta com 14 senadores; Valdemar Costa Neto, presidente da
sigla, já declarou que o objetivo da legenda é conquistar o comando da Casa
Alta
Eduardo Gomes e Carlos Portinho,
além do recém eleito Rogério Marinho, disputam as prévias do PL para a eleição
de presidente do Senado
Com a definição dos deputados e
senadores que representarão o país nos próximos anos, o Congresso Nacional se
prepara, agora, para as eleições internas, processo no qual os parlamentares
escolhem os chefes das duas Casas Legislativas. Se na Câmara dos Deputados o
favoritismo de Arthur Lira (PP-AL) é reconhecido, inclusive,
por aliados do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já afirmou
que não irá interferir no pleito, no Senado a disputa está aberta. O atual
presidente da Casa Alta, Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), é candidato à reeleição. Parlamentares do PSD,
presidido por Gilberto Kassab, dizem acreditar que o mineiro tem os votos
necessários para a recondução. Apesar disso, o Partido Liberal (PL) se
movimenta para apresentar um candidato competitivo capaz de derrotar Pacheco.
Por se tratar da maior bancada, com 14 senadores, a sigla do presidente Jair
Bolsonaro reivindica o comando da Casa no biênio 2023-2025.
Segundo integrantes da cúpula do PL ouvidos pelo site da Jovem Pan,
três nomes vão disputar um processo de prévias para a escolha do nome que
representará a legenda no provável embate com o candidato do PSD.
Os três nomes são Eduardo
Gomes (TO), líder do governo no Congresso Nacional, Carlos
Portinho (RJ), líder do governo Bolsonaro no Senado, e Rogério
Marinho (RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional. Outros
nomes vinham sendo cogitados para a disputa, casos de Damares Alves (DF) e de
Magno Malta (ES), que volta ao Senado a partir de 2023. Dias depois da eleição,
Alves chegou a dizer que brigaria pelo posto de presidente da Casa. Membros do
PL dizem nos bastidores, porém, que a ex-ministra teria dificuldade para
viabilizar sua candidatura por ser muito identificada com o bolsonarismo – a
título de comparação, Pacheco conta com a simpatia de senadores do PT e de
siglas de centro-direita, como o União Brasil e o MDB.
Ocupar a presidência do Senado é
um objetivo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Em entrevista coletiva
nesta semana, o cacique, preso e condenado no escândalo do Mensalão, deixou
claro o que pensa sobre as disputas internas do Legislativo. O dirigente
lembrou que o partido também elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados,
com 99 parlamentares, mas explicou que irá apoiar a reeleição de Arthur Lira.
“Nós temos a maior bancada na Câmara e a maior bancada no Senado. Não é
possível que a gente não tenha a presidência em uma das Casas. Nós vamos apoiar
o Arthur [Lira], parece que está definido isso, mas com a garantia que ele nos
ajude e trabalhe para eleger o nosso candidato no Senado”.
Por Eduardo Morgado

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