A eleição de Lula mexeu com as perspectivas sobre o futuro da companhia
O governo eleito já deu sinalizações de que pretende mudar a política de
preços da Petrobras e mexer com a política de investimentos da estatal. Esse movimento
nebuloso está pressionando os preços dos papeis da companhia, listada na Bolsa
de Valores.
As incertezas que rondam uma das principais produtoras de petróleo do
mundo fizeram o banco suíço de investimentos UBS reduzir o preço-alvo das ações
da companhia: de R$ 47 para R$ 22.
Parte da decisão do banco é atribuída no relatório aos comentários feitos
pela equipe de transição do novo governo. Além disso, Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) ainda não indicou quem será o próximo presidente da Petrobras.
Segundo o relatório, três pontos colaboram para o mau humor com a
companhia: política de preços, política de investimentos e perspectivas para o
futuro.
“Nada disso está claro no momento, no entanto, comentários do time de
transição nos dão algumas pistas, e observando o passado da Petrobras
precisamos ser cautelosos”, informa o documento.
O banco enfatiza que não há decisão sobre o futuro da política de preços,
mas que espera margens de lucro mais apertadas para o refino. Ressalta
também que, com mais investimentos em energia renováveis, a Petrobras vai pagar
menos dividendos, o que é prejudicial do ponto de vista do investidor.
Com isso, nesta terça-feira, 22, as ações preferenciais e ordinárias da
Petrobras operavam em queda de 3,95% e 4,74%, respectivamente.
Neste ano, a Petrobras distribuirá ao todo R$ 217 bilhões a seus
investidores. O valor é mais do que o dobro pago referente aos resultados da
empresa em 2021, até aquele momento o maior dividendo da história da companhia.

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