Ministro Alexandre de Moraes
determinou a prisão do ex-deputado
A Polícia Federal (PF) indiciou o
ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) por tentativas de quatro homicídios. A
informação foi confirmada por Oeste. No domingo 23, durante uma
operação da Polícia Federal (PF), o ex-parlamentar resistiu por oito horas a um
mandado de prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF), atirando com um fuzil e jogando granada contra
quatro agentes da polícia federal. Dois ficaram feridos.
Na ocasião, Jefferson estava na
própria residência, no Rio de Janeiro. Conforme a PF, os policiais passaram por
atendimento médico, foram liberados e passam bem. São eles o delegado Marcelo
Vilella e a policial Karina Lino Miranda de Oliveira.
Os agentes chegaram à residência
do ex-deputado cerca de 11 horas da manhã. Os policiais cumpriam uma
determinação de Moraes, do sábado 22, que ordenou o restabelecimento da prisão
preventiva de Jefferson.
“Na decisão, o magistrado argumentou que
Jefferson descumpriu as medidas cautelares que o STF impôs a ele.
Desde janeiro deste ano, o
ex-deputado estava em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Na
madrugada desta segunda-feira, 24, contudo, Jefferson foi transferido para o
Presídio de Benfica, depois de negociar sua rendição com a Polícia Federal”.
“Diante do exposto, em face do
reiterado desrespeito às medidas restritivas estabelecidas, restabeleço a
prisão de Roberto Jefferson Monteiro Francisco, a ser efetivada pela Polícia
Federal”, decidiu Moraes. “Ele deve ser recolhido, imediatamente, ao
estabelecimento prisional.” O ministro ainda ordenou a busca e apreensão na
casa de Jefferson.
De acordo com Moraes, em diversas
ocasiões Jefferson descumpriu as medidas cautelares impostas pela Justiça durante
o cumprimento da prisão domiciliar. “Ele recebeu visitas, passou orientações
aos dirigentes do PTB, concedeu entrevistas ao canal Jovem Pan, compartilhou
notícias fraudulentas”, entre outros pontos elencados pelo magistrado.
A decisão também citou o vídeo do
ex-deputado com ofensas à ministra Cármen Lúcia. “O vídeo contém agressões
abjetas em face da ministra Cármen Lúcia com teor, machista, misógino e
criminoso”, comunicou o ministro.

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