Presidente do TSE afirma que
faltam ‘documentos sérios’ na acusação entregue pela campanha do atual
presidente; equipe do candidato do PL alega que ele teve 154 mil inserções a
menos que Lula
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes,
se manifestou sobre as acusações realizadas pela equipe de campanha à reeleição
do presidente Jair
Bolsonaro (PL) de fraudes nas inserções de rádios do Norte e
Nordeste. O magistrado afirmou que a denúncia é “extremamente grave” e
determinou que a equipe jurídica do presidente apresente “provas ou documentos
sérios” que corroborem a alegação de fraude. “Determino, no prazo de 24 (vinte
e quatro) horas, que a coligação requerente adite a petição inicial com a
juntada de provas e/ou documentos sérios que comprovem sua alegação, sob pena
de indeferimento da petição inicial por inépcia e determinação de instauração
de inquérito para apuração de crime eleitoral praticado pelos autores. (…) Os
fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou
documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo
“relatório de veiculações em Rádio”, que teria sido gerado pela empresa
‘Audiency Brasil Tecnologia'”, diz trecho do documento. Ainda de acordo com o
presidente da corte eleitoral, nem a petição realizada de maneira inicial ou o
citado relatório indicam que eventuais rádios e as datas em que as veiculações
não teriam sido veiculadas.
Pouco antes das 20h desta segunda-feira,
24, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, realizou um
pronunciamento em frente ao Palácio do Alvorada junto ao ex-secretário de
comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten. Eles anunciaram que uma auditoria
contratada pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL)
flagrou irregularidades nas inserções publicitárias do candidato à reeleição no
segundo turno das eleições. De acordo com a campanha de Bolsonaro, o atual
presidente teve 154.085 inserções a menos que seu concorrente, o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Só no Nordeste, na semana de 7 a 14 de outubro, foram 12 mil inserções a
menos. E na semana seguinte, dos dias 14 a 21, foi para mais de 17 mil. O lugar
mais forte disso é o Estado da Bahia. Só na primeira semana, foram mais de 7
mil a mais para Lula”, pontuou. “Isso é uma grave violação do sistema
eleitoral. E agora o TSE vai investigar para saber porque essas rádios fizeram
isso”, disse o ministro. Segundo Faria e de Wajngarten, a região mais afetada
foi o Nordeste, com 18,24% menos inserções que o candidato do Partido dos Trabalhadores.
Por Jovem Pan

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