Maurício Demétrio está preso
acusado de chefiar esquema que exigia propina de comerciantes de Petrópolis, na
Região Serrana do estado.
Mais dois veículos do
delegado Maurício Demétrio - que está preso desde junho acusado
de chefiar um esquema que exigia propina de comerciantes de Petrópolis,
na Região Serrana do Rio de Janeiro - , serão levados a leilão nesta
segunda-feira (10).
No início de agosto apenas a Land
Rover/Evoque foi arrematada por R$ 152 mil.
Desta vez, os interessados
poderão levar para casa o Toyota Hilux SW4, avaliada em R$ 89,2 mil, e
o Mercedes-benz GL350 blindado por R$ 290,3 mil.
Caso os carros, apreendidos na “Operação
Carta de Corso”, não sejam arrematados, eles voltam a ser ofertados na
terça-feira (11), desta vez pela metade dos lances iniciais: R$ 145.171,00
a Mercedes e R$ 44.622,50 a Hilux. O leilão ocorre às 12h através de forma
presencial e online.
Após o sequestro dos veículos, a
Justiça havia determinado no final de maio, através da 1ª Vara Criminal
Especializada, a alienação antecipada, antes do fim do processo.
A medida visa preservar o valor
econômico dos bens e evitar que se deteriorem sem uso e sem qualquer tipo de
manutenção. Uma vez leiloados, os valores dos carros serão depositados em
juízo.
Preso em junho de 2021
O delegado foi preso em junho do
ano passado, e responde por associação criminosa, obstrução à Justiça, lavagem
de dinheiro ou ocultação de bens e cobrança de propina. De acordo com as
investigações, o então titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a
Propriedade Imaterial cobrava dinheiro para permitir a venda de produtos
falsificados no município. Além do delegado, outras cinco pessoas foram presas
na ação.
Os agentes apreenderam R$
240 mil em dinheiro na casa do delegado Maurício Demétrio, além
de 13 celulares e os três carros de luxo blindados.
As investigações começaram em
2019 com o depoimento de uma lojista de Petrópolis que se recusou a pagar
propina de R$ 250 por semana. Dias depois de se rebelar, sua loja foi alvo de
operação da delegacia chefiada por Maurício, com mais de 100 peças de roupas
apreendidas.
Os promotores também acusam o
delegado de cobrar propina para atrapalhar o trabalho da própria polícia, criar
dossiês com dados sigilosos, e de ter tentado armar duas operações falsas.
Em uma delas, plantaria drogas em
um carro usado por policiais da Corregedoria que tinham aberto uma investigação
contra ele. Em outra, a ideia era influenciar o resultado de eleições.
Por Felipe Freire, TV Globo



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