10/10/2022

Mais dois carros de luxo de delegado preso no RJ vão a leilão

Uma Mercedez blindada do delegado Maurício 
Demétrio será leiloada — Foto: Reprodução

Maurício Demétrio está preso acusado de chefiar esquema que exigia propina de comerciantes de Petrópolis, na Região Serrana do estado.

Mais dois veículos do delegado Maurício Demétrio - que está preso desde junho acusado de chefiar um esquema que exigia propina de comerciantes de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro - , serão levados a leilão nesta segunda-feira (10).

No início de agosto apenas a Land Rover/Evoque foi arrematada por R$ 152 mil.

Um dos carros de Demétrio por dentro — Foto: Reprodução

Desta vez, os interessados poderão levar para casa o Toyota Hilux SW4, avaliada em R$ 89,2 mil, e o Mercedes-benz GL350 blindado por R$ 290,3 mil.

Caso os carros, apreendidos na “Operação Carta de Corso”, não sejam arrematados, eles voltam a ser ofertados na terça-feira (11), desta vez pela metade dos lances iniciais: R$ 145.171,00 a Mercedes e R$ 44.622,50 a Hilux. O leilão ocorre às 12h através de forma presencial e online.

Após o sequestro dos veículos, a Justiça havia determinado no final de maio, através da 1ª Vara Criminal Especializada, a alienação antecipada, antes do fim do processo.

A medida visa preservar o valor econômico dos bens e evitar que se deteriorem sem uso e sem qualquer tipo de manutenção. Uma vez leiloados, os valores dos carros serão depositados em juízo.

Delegado Maurício Demétrio foi preso e levado para a 
Chefia de Polícia Civil, no Centro do Rio — Foto: Henrique Coelho / G1

Preso em junho de 2021

O delegado foi preso em junho do ano passado, e responde por associação criminosa, obstrução à Justiça, lavagem de dinheiro ou ocultação de bens e cobrança de propina. De acordo com as investigações, o então titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial cobrava dinheiro para permitir a venda de produtos falsificados no município. Além do delegado, outras cinco pessoas foram presas na ação.

Os agentes apreenderam R$ 240 mil em dinheiro na casa do delegado Maurício Demétrio, além de 13 celulares e os três carros de luxo blindados.

As investigações começaram em 2019 com o depoimento de uma lojista de Petrópolis que se recusou a pagar propina de R$ 250 por semana. Dias depois de se rebelar, sua loja foi alvo de operação da delegacia chefiada por Maurício, com mais de 100 peças de roupas apreendidas.

Os promotores também acusam o delegado de cobrar propina para atrapalhar o trabalho da própria polícia, criar dossiês com dados sigilosos, e de ter tentado armar duas operações falsas.

Em uma delas, plantaria drogas em um carro usado por policiais da Corregedoria que tinham aberto uma investigação contra ele. Em outra, a ideia era influenciar o resultado de eleições.

Por Felipe Freire, TV Globo

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