Manifestação foi feita durante
uma caminhada no Complexo do Alemão, uma das regiões mais violentas do Rio de
Janeiro
O candidato do PT à Presidência
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira, 12, que a
polícia não resolve todos os problemas da população. A manifestação foi feita
durante uma caminhada no Complexo do Alemão, uma das regiões mais violentas
do Rio de Janeiro.
Lula esteve no local acompanhado
do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que recentemente declarou
apoio ao petista na disputa contra Jair Bolsonaro (PL). O candidato
petista conversou com lideranças locais e depois fez um discurso em um carro de
som.
“Este país vai voltar a dizer que
não vai ser a polícia que resolve os problemas na comunidade. Quem resolve os
problemas da comunidade é o Estado. Fazer aquilo que tem que fazer, trazendo
educação, saúde, lazer e cultura”, disse Lula.
Lula ainda afirmou para a
comunidade que pretende “cuidar da creche à universidade”, e ressaltou a
importância de escolas em tempo integral na segurança das crianças.
“A questão da escola em tempo
integral é uma necessidade, não apenas para as crianças serem cuidadas na
escola, mas para evitar que balas perdidas matem crianças brincando nas ruas
como acontece neste país”.
Discurso foi da polícia à
educação
O candidato petista ainda
defendeu a ideia de que haja aumento do salário mínimo, que, segundo ele, está
corrompendo o bolso do trabalhador.
“Nós iremos construir um país
onde, em vez de armas, a gente distribua livros. Em vez de ódio, a gente
distribua amor, onde o salário mínimo vai voltar a aumentar todo ano, onde os
aposentados vão ter um aumento justo, onde a gente vai cuidar das pessoas com
muito carinho, sobretudo acabar com o feminicídio, porque mulher não é objeto
de cama e mesa. Mulher é muito importante.”
Além de Paes, outras lideranças
políticas acompanharam Lula na caminhada pelo Complexo do Alemão. O apoio do
PSD das lideranças foi festejado pelo PT, ainda que a sigla tenha decidido não
se posicionar em favor do petista ou do presidente e candidato à reeleição,
Jair Bolsonaro (PL). O partido então liberou os filiados para declararem apoio
a quem desejassem. Desse modo, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD-PR),
endossou o chefe do Executivo, na quarta-feira 5.

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