Embarcação não extraiu uma gota
de petróleo, segundo o desembargador Pedro Gebran Neto
Durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), a Petrobras comprou
um navio-sonda por US$ 1,5 bilhão, disse, nesta segunda-feira, 24, o
desembargador Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal do Paraná. A
declaração foi proferida durante audiência na Comissão de Fiscalização e
Controle do Senado.
Em 2009, a estatal celebrou
contratos de arrendamento do navio-sonda Vitória 10.000, o afretamento e a
prestação de serviços de perfuração com uma empresa offshore. A
intenção era explorar poços de petróleo na costa africana. No entanto, ao
constatar a inviabilidade econômica da exploração, visto que os poços estavam
secos, a Petrobras decidiu realocar a embarcação para o Brasil. O objetivo era
explorar o Bloco BM-S-09, localizado na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
“Houve pagamentos mensais de US$ 6,3 milhões”,
salientou Gebran. “Isso que a Petrobras dispendeu mensalmente por um
navio-sonda. Ao que me consta, esse navio-sonda não extraiu uma gota de
petróleo.”
Gebran lembrou que, depois desse
caso, o PT encomendou à empresa Sete Brasil mais 28 navios-sonda. “Havia uma
previsão de aporte de US$ 26 bilhões”, alegou o desembargador. “A empresa
entrou em recuperação judicial e levou para o buraco não apenas a própria Sete
Brasil, como também a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Itaú
e os fundos de pensão, que fizeram aportes de seu capital e compraram
participação na Sete Brasil.”

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