Afastamento do governador foi
determinado nesta terça-feira pela ministra Maria Thereza de Assis Moura,
presidente da Corte
O Superior Tribunal de Justiça
(STJ) convocou nesta terça-feira, 11, uma sessão extraordinária para
analisar o afastamento do governador de Alagoas e candidato à
reeleição, Paulo Dantas (MDB). Confirmada por Oeste,
a decisão foi de Maria Thereza de Assis Moura, presidente do órgão, e o ato
deve ocorrer na quinta-feira 13.
Hoje, Dantas foi alvo da Operação
Edema, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal (PF) no Estado, por
ser suspeito de comandar um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa. O
plenário pode ratificar a decisão de Laurita Vaz, relatora do caso. A
magistrada autorizou as medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público
Federal (MPF).
A PF também cumpriu mandados de
busca e apreensão em endereços ligados ao governador. Tramitando em sigilo, a
investigação seria sobre suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia
Legislativa de Alagoas, referente à época em que Dantas era deputado estadual.
“A investigação, ainda em sigilo, aponta a ocorrência dos crimes de organização
criminosa, peculato e lavagem de dinheiro”, informa o MPF, em nota.
Ao todo, estão sendo cumpridos 31
mandados de busca e apreensão. Alguns dos endereços são a Assembleia
Legislativa e o Palácio do Governo. Ao determinar o afastamento cautelar
do governador e as buscas, o STJ também impediu os investigados de manterem
contato entre si e de frequentarem os órgãos públicos envolvidos na
investigação.
De acordo com o MPF, as medidas
cautelares incluem ordem de sequestro de bens e valores que chegam a R$ 54
milhões. Dezenas de imóveis foram objetos de construção, informou o órgão.
Ainda segundo a nota, “a necessidade e a urgência das medidas cautelares
cumpridas foram amplamente demonstradas nos autos da investigação policial e
corroboradas pelo Ministério Público Federal, o que subsidiou a decisão
judicial”.
O governador de Alagoas é apoiado
por Lula (PT) e pelo senador Renan Calheiros (MDB). Em 2 de outubro deste ano,
Dantas partiu para o segundo turno das eleições, com 46,64% dos votos, deixando
Rodrigo Cunha (União Brasil), nome apoiado por Jair Bolsonaro (PL) e pelo
deputado Arthur Lira (PP), em segundo lugar.

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