Líderes do governo Bolsonaro no
Congresso Nacional afirmam ser urgente uma mudança nas regras atuais, para
evitar a manipulação do eleitor às vésperas da eleição
Na pauta da Câmara dos Deputados da
próxima terça-feira, 18, está a proposta do deputado Rubens Bueno (Cidadania)
que amplia multas a institutos de pesquisa e altera o conceito de pesquisa
fraudulenta. Foi incluído no mesmo texto um projeto do líder do governo
Bolsonaro na casa, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), que visa punir os
responsáveis por pesquisa
eleitoral com números divergentes acima da margem de erro dos
resultados oficiais das eleições. Em entrevista à Jovem Pan News no
último domingo, 16, Barros disse esperar que pelo menos o pedido de urgência
para a tramitação seja votado ainda nesta semana: “Nós vamos tentar iniciar o
processo de investigação o quanto antes, porque todos, o Brasil inteiro sabe
que tem gente levando vantagem na divulgação dessas pesquisas erradas. E não é
possível que uma pesquisa que difere tanto do resultado da urna não tenha
nenhuma punição, como é hoje. Simplesmente não acontece nada com quem manipulou
a opinião pública na véspera da eleição. Então, eu confio muito no Congresso
Nacional e acho que nós vamos ter uma medida a ser tomada de imediato para
conter estes abusos”.
Barros foi enfático ao listar os
motivos de desconfiança do eleitor com as pesquisas eleitorais, que cometeram
erros em diversos Estados e na intenção de voto do presidente Jair Bolsonaro
(PL) no primeiro turno das eleições. “Este negócio, isso é um grande negócio,
vender e divulgar pesquisa errada. É um negócio bilionário. Quando terminou o
primeiro turno, a bolsa subiu 5% e o dólar caiu 4%, quem já sabia que a
pesquisa estava errada ganhou muito dinheiro, especulou muito no mercado. Então
entrou a Polícia Federal investigando, aí o ministro Alexandre de Moraes manda
suspender tudo, como se não tivesse nenhum problema para ser resolvido no
Brasil. Tomar uma medida para impedir que pesquisas façam resultados tão
equivocados como foi em São Paulo, no Rio Grande do Sul… É um desrespeito à
inteligência do eleitor”, afirmou Barros.
Enquanto o Congresso Nacional
avança na direção de mudar regras e fechar o cerco em relação aos erros nas
pesquisas, no Judiciário a situação é diferente. Na semana passada, o Tribunal
Superior Eleitoral mandou suspender duas investigações em relação aos
institutos. Para o líder do governo do Senado Federal, Carlos Portinho (PL-RJ),
as decisões monocráticas do ministro Alexandre de Moraes podem trazer
insegurança jurídica em um momento importante. “Eu só lamento que muitas dessas
decisões sejam decisões monocráticas. Tanto nesse caso quanto no caso, principalmente,
das fake news, que é um tema que não está regulamentado, não há uma lei
específica sobre isso. E a gente vai vivendo de decisões e, muitas vezes,
parece para quem está de fora, que são decisões a favor do veto. E a gente fica
no meio de uma campanha com uma certa insegurança jurídica”, disse. Além do
projeto de lei que visa mudar as regras sobre pesquisas eleitorais está em
discussão a abertura de uma comissão mista parlamentar de inquérito no
Congresso Nacional para investigar os institutos de pesquisa. Tanto a votação
final das propostas quanto a abertura da comissão não têm data para ocorrer.
Por Jovem Pan

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!