Ministro do Supremo Tribunal
Federal ressaltou que as concessionárias deverão atuar sem discriminação
política; pedido de esclarecimento foi realizado pelo partido Rede
Sustentabilidade
O ministro Luís Roberto Barroso,
do Supremo Tribunal Federal (STF),
liberou nesta terça-feira, 18, que prefeitos e empresas concessionárias de
transportes públicos ofereçam de maneira voluntária a gratuidade na mobilidade
urbana no dia 30 de outubro, segundo turno das eleições gerais. O magistrado
ressaltou que os envolvidos deverão realizar a ação sem qualquer discriminação
política para que a garantia constitucional do direito ao voto seja exercida e
não incorra em crime de improbidade ou possíveis punições eleitorais. O
entendimento de Barroso ocorre após um pedido realizado pelo partido Rede
Sustentabilidade, que questionou a viabilidade da medida. O membro da Suprema
Corte rejeitou a solicitação de obrigatoriedade de concessão da gratuidade do
serviço de transporte público, no entanto, ratificou que os serviços deverão
ocorrer em níveis normais para que os gestores não sejam enquadrados no crime
de responsabilidade. Cidades que já optaram por fornecer o transporte gratuito
em domingos ou dias de eleição, porém, não poderão interromper a medida no dia
30.
“Fica reconhecido que os
municípios podem, sem incorrer em qualquer forma de ilícito administrativo, civil,
penal ou eleitoral, promover política pública de transporte gratuito no dia das
eleições, em caráter geral e sem qualquer discriminação, como forma de garantir
as condições materiais necessárias para o pleno exercício do sufrágio ativo por
parte de todos os cidadãos. Nesse caso, as empresas concessionárias ou
permissionárias de transporte público municipal deverão atuar colaborativamente
para garantir a efetividade da medida”, decidiu Barroso. Veículos públicos e
ônibus escolares poderão ser usados como transporte e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
poderá regulamentar a utilização destes para garantir a segurança jurídica e
evitar possíveis abusos eleitorais. De acordo com a Frente Nacional dos Prefeitos
(FNP), o custo diário para a disponibilização do transporte público coletivo no
país é de R$ 165 milhões.
Por Jovem Pan

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