Departamento de Polícia Penal do
Paraná alegou que não teria estrutura para garantir a segurança de Jorge
Guaranho no presídio
A Justiça do Paraná autorizou o
agente penitenciário federal Jorge Guaranho a
cumprir a prisão preventiva em regime domiciliar. Ele responde pelo assassinato
a tiros do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda,
que aconteceu no dia 9 de julho em Foz do Iguaçu (PR). Guaranho recebeu alta
nesta quarta-feira, 8, mas ainda não havia sido transferido para o presídio.
Ele passou um mês internado após ser baleado no dia do crime. O juiz Gustavo Germano
Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, relaxou o regime da
prisão depois que o Departamento de Polícia Penal Paraná informou que não teria
estrutura para garantir a segurança de Guaranho no presídio. Antes disso, dois
pedidos de prisão domiciliar apresentados pela defesa haviam
sido negados pelo magistrado. Em sua decisão, o juiz criticou a demora do
governo em comunicar a Justiça de que não seria capaz de manter o réu preso.
Por ser agente penal federal, ele ocuparia uma cela isolada dos demais
detentos. “Não bastasse a absurda situação de se constatar a total incapacidade
técnica do Estado em cumprir a ordem judicial que decretou a prisão preventiva
do réu, tem-se a inacreditável omissão em comunicar tempestivamente a sua
inaptidão”, diz um trecho da decisão. Pela decisão, Guaranho terá que usar
tornozeleira eletrônica pelo prazo inicial de 90 dias e só poderá sair de casa
se houver necessidade médico-hospitalar.
Por Jovem Pan

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