Vice-presidente da Argentina e
membros de sua família supostamente fraudaram obras públicas usando o governo
O promotor Diego Luciani acusou,
nesta segunda-feira, 1°, a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e
seu falecido marido, Néstor, de montarem um esquema de corrupção. O casal
Kirchner governou o país por 12 anos.
Desde o início da manhã de hoje,
ocorre uma audiência no Tribunal
Oral Federal que trata de uma denúncia contra Cristina. Em linhas
gerais, o empresário Lázaro Báez e um grupo de ex-funcionários nacionais e
provinciais teriam fraudado contratos de obras públicas com a anuência do
Executivo.
“De um dia para o outro, Báez
passou de funcionário de banco a empresário da construção civil”, argumentou o
promotor. “De um dia para o outro, o Estado, com os impostos que todos os
cidadãos pagam, confiou-lhe cerca de 80% das obras rodoviárias da Província de
Santa Cruz.”
Segundo o promotor, “os
principais responsáveis pela organização” estavam por trás disso, e uma
“estrutura estatal corrupta o endossava”. Ainda de acordo com Luciani, das 51
obras que ficaram sob seus cuidados, em 50 Báez conseguiu manobras ilegais para
aumento orçamentário. Além disso, quase metade delas foi abandonada.
Cristina Kirchner também foi
acusada de contratar funcionários e gestores, entre eles o secretário de Obras
Públicas José López, para manter essa máquina de corrupção “em uma cidade 57
vezes menor que Buenos Aires, mas com fundos superiores”.

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