02/08/2022

Cristina Kirchner e Néstor montaram um sistema de corrupção, acusa promotor

O então presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e a então 
primeira-dama, Cristina Kirchner - 05/2004 .
Foto: Divulgação/Presidência da Argentina

Vice-presidente da Argentina e membros de sua família supostamente fraudaram obras públicas usando o governo

O promotor Diego Luciani acusou, nesta segunda-feira, 1°, a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e seu falecido marido, Néstor, de montarem um esquema de corrupção. O casal Kirchner governou o país por 12 anos.

Desde o início da manhã de hoje, ocorre uma audiência no Tribunal Oral Federal que trata de uma denúncia contra Cristina. Em linhas gerais, o empresário Lázaro Báez e um grupo de ex-funcionários nacionais e provinciais teriam fraudado contratos de obras públicas com a anuência do Executivo.

“De um dia para o outro, Báez passou de funcionário de banco a empresário da construção civil”, argumentou o promotor. “De um dia para o outro, o Estado, com os impostos que todos os cidadãos pagam, confiou-lhe cerca de 80% das obras rodoviárias da Província de Santa Cruz.”

Segundo o promotor, “os principais responsáveis ​​pela organização” estavam por trás disso, e uma “estrutura estatal corrupta o endossava”. Ainda de acordo com Luciani, das 51 obras que ficaram sob seus cuidados, em 50 Báez conseguiu manobras ilegais para aumento orçamentário. Além disso, quase metade delas foi abandonada.

Cristina Kirchner também foi acusada de contratar funcionários e gestores, entre eles o secretário de Obras Públicas José López, para manter essa máquina de corrupção “em uma cidade 57 vezes menor que Buenos Aires, mas com fundos superiores”.

Cristyan Costa

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