Governado por uma ditadura
comunista, país do Caribe está sob embargo americano desde 1962
Vários congressistas democratas
dos Estados Unidos pediram
ao presidente Joe Biden que
ajude Cuba após
o incêndio em tanques de petróleos e elimine “qualquer sanção relevante” para
acelerar a resposta à catástrofe. Gregory W. Meeks, Barbara Lee e Jim McGovern
afirmaram em um comunicado que estão “profundamente preocupados com o desastre
humanitário” em Matanzas, cidade a 100 km de Havana e “a menos de
150 milhas de nossa fronteira”, o que corresponde a menos de 241 km de
distância. “Crises como esta exigem uma resposta urgente e importante dos
países vizinhos”, declararam. Eles pedem que o governo “ofereça imediatamente a
ajuda adequada para facilitar os esforços de resposta internacional” após as
explosões em quatro tanques com capacidade para armazenar 50 milhões de litros
de combustível cada, localizados na base de superpetroleiros de Matanzas, no
oeste da ilha.
Cuba, onde vigora um sistema de
partido único, o comunista,
é um tema sensível na política interna dos Estados Unidos, que abriga uma
importante comunidade de exilados cubanos, especialmente na Flórida. Biden
prometeu revisar a política em relação à Cuba, sob embargo americano desde
1962, quando assumiu o cargo em janeiro de 2021. No entanto, endureceu o
discurso após o resultado dos massivos protestos antigovernamentais na ilha em
julho do mesmo ano. Em maio, Biden anunciou que levantaria algumas das
restrições impostas a Cuba durante o mandato de seu antecessor, Donald Trump, para
facilitar procedimentos de imigração, transferências de dinheiro e voos.
Os parlamentares pedem que o
presidente vá mais longe e “suspenda qualquer sanção relevante para acelerar” a
resposta ao incêndio e fornecer a ajuda humanitária “que tanto necessitam as
centenas de cidadãos cubanos afetados por esta crise, assim como aos muitos
mais que enfrentam crises múltiplas e em cascata em Cuba”. Citaram a escassez
de alimentos, energia e remédios. Temem que os “esforços de recuperação
necessários em Matanzas levem à beira do precipício uma Cuba já com poucos
recursos”. “Agora é o momento de deixar a política de lado e priorizar o
compromisso humanitário, a proteção do meio ambiente e a cooperação regional”,
concluíram.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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