Justiça negou pedido de liberdade de Antonio Santos Silva
O homem acusado de manter a
mulher e os 2 filhos em cárcere privado por 17 anos foi transferido hoje (3)
para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, na
zona oeste da capital Rio de Janeiro.![]()
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Luiz Antonio Santos Silva estava
na Casa de Custódia José Frederico Marques, em Benfica, desde que foi preso no dia 28 de julho por manter a
mulher e os dois filhos, uma moça de 22 anos e um rapaz, de 19, presos em casa.
Quando resgatados pela Polícia Militar, os filhos aparentavam ter idades entre
12 e 13 anos, tal o grau de desnutrição.
Maus tratos
Os policiais encontraram mãe e filhos
amarrados pelos pés, sujos e subnutridos. O caso aconteceu no bairro da Foice,
em Guaratiba, zona oeste da cidade. As vítimas foram encaminhadas ao hospital
para serem tratadas, hidratadas com soro e receberam cuidados do serviço social
e de saúde mental.
No sábado (30), a Central de
Audiências de Custódias do Tribunal de Justiça converteu a prisão em flagrante
de Luiz Antonio em preventiva, que é por tempo indeterminado. Na decisão, a
juíza Monique Correa Brandão dos Santos Moreira disse que a colocação em
liberdade do acusado poderia influenciar na integridade dos depoimentos das
vítimas e das testemunhas
A mãe relatou no Hospital
Municipal Pedro II, em Santa Cruz, para onde foi levada, que ela e os filhos
eram espancados com fios e pedaços de madeira pelo marido.
Segundo a polícia, Luiz Antonio
Santos Silva era conhecido pelos vizinhos como DJ, porque tinha em casa caixas
de som que sempre estavam ligadas em volume alto, segundo a mulher “para abafar
os gritos de socorro que ela cansou de pedir e as surras que ela e os filhos
levavam do marido”.
Os vizinhos contaram que os
filhos nunca foram vistos na rua e também não frequentavam escola. De acordo
com a polícia, a casa era escura, com colchões sujos e rasgados. As janelas e
portas eram tampadas com plástico preto e trancadas com cadeados.
Quando foram libertadas do
cárcere pela Polícia Militar, os policiais ofereceram comida para a mulher e as
crianças, mas todos se negaram a comer, porque “elas só podiam pegar qualquer
alimento quando dado pelo pai”. Mesmo os policiais dizendo que agora Luiz
Antonio estava preso, todos se negaram a comer a refeição.
Agência Brasil - Rio de
Janeiro

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