A Fronteira recebeu, nesta terça-feira (19), uma ação de continuidade de
abordagem e orientação quanto à desocupação junto aos moradores da orla. O
trabalho foi realizado pelos agentes da Secretaria Adjunta de Defesa Civil, em
conjunto com as equipes das Secretarias Adjuntas de Habitação, Serviços Públicos,
além da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e
Acessibilidade. A próxima etapa é a demolição de seis casas já desocupadas,
prevista para a próxima semana.
Onze casas localizadas entre as travessas Seis a Oito foram alvos da
ação. Além dos agentes, estavam presentes o Secretário Adjunto de Defesa Civil,
Joseferson Florêncio; o Secretário de Desenvolvimento Social, Fabrício Afonso;
e o interino da pasta de Habitação, Rodrigo Bianna.
A prioridade foi abordar os moradores para que eles possam desocupar as
moradias que estão em risco, em função do avanço do mar. Desde o início do ano
passado já foram executadas 28 demolições na área da Fronteira. A moradora Zane
Gomes foi uma das visitadas. "Minha irmã, Zélia, já se mudou. Ficamos muito
preocupadas com essa situação. Essa ação da Prefeitura é muito
importante", comentou a dona de casa.
Joseferson destacou que esta é considerada área prioritária e de risco. "O
trabalho é de esclarecimento para que os moradores realmente se conscientizem
que precisam deixar as casas que ficam em uma localização, que sempre recebe
ação contínua. Precisamos da colaboração dos moradores, pois após a desocupação
do imóvel é feita a demolição do mesmo para que não seja ocupado, já que estas
construções oferecem risco de segurança e vida", destaca.
Diante da desocupação a família, se desejar, pode ir para casa de familiares,
mas a ação abrange a atuação da logística da Secretaria de Serviços Públicos
para a realocação em um imóvel seguro e em boas condições estruturais, através
do aluguel emergencial da prefeitura. "O morador pode escolher o aluguel
em até R$ 900 em algum bairro da cidade. Esta ação conjunta visa atender os
moradores da melhor forma. Nosso papel é oferecer acolhimento e atendimento
humanizado", explica Fabrício Afonso.
A prefeitura conta com toda estrutura social para amparar essas famílias, com
oferta de abrigo temporário - podendo ser no Hotel de Deus ou Pousada da
Cidadania, aluguel emergencial, transporte para mudança e, se for de opção do
morador, ir para a casa de parentes.
"Nosso trabalho é permanente para que os moradores realmente se
conscientizem do risco e aceitem a mudança de local de moradia. Além do aluguel
emergencial, também existe a possibilidade de ingressar no processo para o
Minha Casa Minha Vida no Bosque Azul. Durante a ação orientamos muitos
moradores a procurar a nossa Secretaria, de segunda a sexta, das 9h às
16h", esclareceu Rodrigo Bianna.

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