Oito pessoas responderão pelo
crime, incluindo um médico, algumas enfermeiras e um psiquiatra
A Justiça da Argentina decidiu,
na quarta-feira 22, que a equipe médica de Diego Armando Maradona, astro do futebol argentino que faleceu em novembro
de 2020, será julgada por homicídio. Oito pessoas responderão
pelo crime, incluindo um médico, algumas enfermeiras e um psiquiatra. Se
condenados, eles podem pegar até 25 anos de prisão.
“O comportamento — ativo ou
por omissão — de cada um dos acusados pode ter contribuído para o resultado
prejudicial”, diz um dos trechos da decisão.
Maradona, na época com 60 anos,
morreu em decorrência de uma parada cardíaca. A fatalidade ocorreu algumas
semanas depois de o ex-jogador passar por uma cirurgia para remover um coágulo
de sangue do cérebro. O tratamento médico recebido por Maradona ficou sob
escrutínio depois de sua morte. Um grupo de médicos formado por 20
especialistas em saúde disse, em relatório divulgado em 2021, que havia
irregularidades em seu tratamento.
O grupo acusou os médicos de
agirem “de maneira inadequada, deficiente e imprudente”. Ele disse também que
Maradona não deveria ter recebido alta logo depois de sua operação, porque ele
era incapaz de cuidar de si mesmo. O médico e as enfermeiras teriam ignorado os
sinais de risco à vida do paciente.
A morte do ídolo argentino levou
a uma onda de tristeza no país. Os fãs construíram santuários improvisados, e o
governo declarou três dias de luto.

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