Postagem afirmava ainda que o
hoje ministro do STF era 'golpista' e 'repressor dos movimentos sociais'
Em 2016, ano em que a
ex-presidente Dilma Rousseff sofreu processo de impeachment, o
PT criticou a postura de diversas autoridades públicas com textos carregados de
ofensas. Um dos alvos foi Alexandre de Moraes, que assumira naquele momento o
comando do Ministério da Justiça no governo do ex-presidente Michel Temer
(MDB). O hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi relacionado ao Primeiro Comando da Capital
(PCC), facção criminosa que atua em diversos Estados brasileiros.
O PT não parou por aí. Em
publicação em seu portal, a redação da Agência PT de Notícias chamou
Moraes de “ministro golpista”, de “repressor dos movimentos sociais” e também o
acusou de crimes que configurariam improbidade administrativa por “maquiar”
dados de homicídios no Estado de São Paulo, enquanto foi secretário de
Segurança Pública do governo de Geraldo Alckmin (antes PSDB, hoje PSB, e vice
de Lula).
“Como Secretário de Segurança
Pública de São Paulo, o ‘ministro de direitos humanos’ esteve à frente de
operações truculentas da Polícia Militar paulista, conhecida por sua
violência e mortes arbitrárias. Uma delas foi a reintegração de
posse no Centro Paula Souza, que retirou
violentamente estudantes que protestavam contra a máfia da
Merenda e por melhorias na educação”, disse trecho da
publicação do PT, em 2016 (leia a íntegra abaixo).
Advogado de empresa ligada ao
PCC e da Siemens
Quem circula em Brasília sabe que
Alexandre de Moraes não gosta de ser relacionado ao PCC. Um dos responsáveis
por essa associação é o PT.
Na mesma publicação de 2016, a
redação da Agência PT de Notícias citou que “reportagens
divulgadas pela imprensa em 2015 denunciaram que o futuro ministro aparecia, no
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, como advogado em pelo menos 123
processos na área civil em favor da Transcooper. Aparentemente, nenhum
problema, a não ser pelo fato que a empresa é citada em um investigação que
apura formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC”.
No texto apagado pelo PT há ainda
citação de que Moraes defendeu um “ex-diretor da Siemens” que estaria
relacionado ao esquema de propinas do cartel de trens em São Paulo, caso que
ficou conhecido como “Trensalão tucano”.
Leia a íntegra do texto que
foi apagado pelo PT
Conhecido repressor
dos movimentos sociais, Alexandre de Moraes, até então secretário
de Segurança Pública do governo de Geraldo Alckmin (PSDB),
assumiu o Ministério da Justiça e da Cidadania do governo
golpista de Michel Temer. A nova pasta integrará o já existente
Ministério da Justiça com o da Mulher, Igualdade
Racial e Direitos Humanos.
Em declaração mais recente,
Moraes classificou como “atos de guerrilha” as manifestações em favor da
presidenta Dilma Rousseff. Ele já afirmou que irá reprimir os atos.
Como Secretário de Segurança
Pública de São Paulo, o “ministro de direitos humanos” esteve à frente de
operações truculentas da Polícia Militar paulista, conhecida por
sua violência e mortes arbitrárias. Uma delas foi a reintegração
de posse no Centro Paula Souza, que retirou
violentamente estudantes que protestavam contra a máfia da
Merenda e por melhorias na educação.
No início do ano, inaugurou o
uso de blindados israelenses para reprimir as manifestações
estudantis do movimento Passe Livre e dos estudantes secundaristas em
São Paulo.
“Quem assistiu hoje viu que
a polícia agiu na legalidade. É essa a indicação. A polícia fica mais
de uma hora negociando com os manifestantes para que eles desobstruam a via e
se eles se negam. Não é possível que poucas pessoas atrapalhem milhões de
pessoas que estão indo trabalhar, estudar, que chutem e batam cadeiras nos
carros. Isso é baderna e crime,” afirmou no fim do ano passado o secretário,
defendendo a ação violenta da PM paulista em um protesto estudantil.
Ainda na sua atuação
no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), foi responsável
por maquiar dados sobre homicídios no Estado, excluindo dos dados, na
calada da noite, de mortes cometidas por policiais de folga. O atual Ministro
da Justiça também omitiu dados de homicídio em um portal criado para
“dar mais transparência” às estatísticas de violência no estado. É importante
lembrar que a PM de São Paulo é responsável por 1 de cada 4 mortes no
Estado.
Como Secretário de Transportes
e Serviços da gestão do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, também omitiu
dados de mortes no trânsito. Além disso, reduziu contratos de varrição da
cidade, o que fez as reclamações de lixo na rua explodirem.
Em 2005, à frente da Febem em
São Paulo, demitiu por “justa causa” arbitrariamente 1.751
funcionários e contratou uma nova equipe às pressas. A medida gerou
um rombo milionário na instituição, já que a maioria dos
funcionários demitidos injustamente conseguiu reintegrar-se ao cargo. O Estado
foi processado por danos morais por diversos funcionários. Uma funcionária
nova, sem treinamento, foi estuprada por internos em Franco da Rocha,
por exemplo. Já outra, demitida injustamente, alega ter entrado em depressão.
Sob sua gestão, fuga e rebeliões na instituição dispararam.
Reportagens divulgadas pela
imprensa em 2015 denunciaram que o futuro ministro aparecia, no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, como advogado em pelo menos 123 processos na
área civil em favor da Transcooper. Aparentemente, nenhum problema, a não ser
pelo fato que a empresa é citada em um investigação que apura formação
de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC.
Enquanto advogado, Moraes
também defendeu um ex-diretor da Siemens envolvido no esquema de propinas do
cartel de trens em São Paulo, o Trensalão. Também já conseguiu a absolvição
de Eduardo Cunha uma ação sobre uso de documento falso pelo
deputado.
Fim da lista tríplice
Em entrevista publicada pelo
jornal “Folha de S. Paulo”, nesta segunda-feira (16), o ministro interino da
Justiça, Alexandre de Moraes, defendeu que o presidente golpista deixe de
seguir a lista tríplice para nomear a chefia da Procuradoria-Geral da
República.
Apesar de não existir nenhuma
previsão na Constituição Federal, a prática para nomeação de nomes para o cargo
de procurador-geral da República foi adotada pelos governos do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita Dilma Rousseff.
Eles indicavam, sempre, o primeiro nome da lista tríplice para o cargo.
De acordo com a Associação
Nacional dos Procuradores da República, a tradição de formação da Lista
Tríplice foi iniciada em 2001. “Trata-se de um processo que atende ao clamor da
classe de indicar aquele que acredita ser o mais preparado para gerir a
instituição”, diz a associação.
O órgão reconhece, ainda, que
a partir de 2003, durante gestão do ex-presidente Lula, o presidente
passou a reconhecer e a prestigiar as escolhas dos procuradores da República
para chefia da PGR.
Da Redação da
Agência PT de Notícias

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