Segundo o delegado Mário Palumbo,
é necessário que haja um endurecimento na legislação para combater o
crescimento no número de crimes
Está cada vez mais difícil andar
com o celular na mão na cidade de São Paulo. A ousadia
dos bandidos assusta os moradores da capital paulista. Nos quatro cantos do
município, os ladrões estão sempre à espera de um ‘vacilo’ para atacar. Dados
revelam que entre janeiro e fevereiro de 2021, foram roubados 14.689 celulares
em São Paulo. No mesmo período este ano foram 16.291, um aumento de 10,9%.
Segundo a Secretaria de
Segurança Pública (SSP) do Estado, 48% dos assaltos acontecem
durante o dia e 90% das vítimas são pedestres.
A alta nos números de assaltos em
São Paulo são um absurdo para o vereador delegado Mário Palumbo (MDB),
que critica a legislação brasileira. “Eles sabem que não vão ficar presos. Vão
para a audiência de custódia e saem no outro dia, após 24 horas. 70% dos
criminosos brasileiros são reincidentes, ou seja, de cada 10 presos, 7 voltam a
cometer o mesmo delito. Então, na cabeça desse criminoso, compensa o crime. Se
eles pegaram um celular, furtaram um celular, eles vão sair na audiência de
custódia. Aqui em São Paulo, ninguém se sente seguro para atender o telefone na
área central ou, por exemplo, na Avenida Paulista. O risco de assalto é enorme.
Isso por culpa de uma legislação fraca e pela falta de policiamento. Não por
culpa dos policiais, mas porque, infelizmente, faltam policiais militares e
civis”, comenta Palumbo.
A equipe de reportagem da Jovem
Pan teve acesso, com exclusividade, às imagens de duas ações criminosas. A
primeira delas, na região da Saúde, na zona sul da cidade. A vítima para na
frente de um prédio e aperta o interfone. Logo em seguida, um bandido, de
bicicleta e armado, chega por trás e já exige o celular. Ele também leva a
bolsa da mulher e foge. O segundo flagrante ocorreu na Vila Mariana. Um
pedestre em um ponto de ônibus é rendido por um assaltante de moto e também
armado. O jovem resiste a entregar os pertences. Em seguida, o bandido chega a
atirar para o alto e o jovem entrega o celular.
Quem já foi vítima, como Júlio
Vilela, sabe que, hoje em dia, não dá para facilitar nas ruas. “A estratégia
que você tem é ficar de olho aberto. Meu celular não fica na minha mão, eu não
ando com ele na rua, falando. Se precisa falar, eu entro em algum lugar. Uma
cafeteria, um restaurante, uma loja. A dica que eu dou é: não ostenta. Você vê
as pessoas andando aqui, elas são uns zumbis, ficam olhando no celular, se você
pega, tira da mão delas, ela nem veem quem foi”, comenta. Já Antônio Marques,
que veio a São Paulo da Bahia, já foi avisado dos riscos: “Eu moro em Salvador,
mas eu já ouvi falar e mandaram eu tomar cuidado. Dizem que estão puxando,
atacando mesmo, derrubando a pessoa. Foi o que eu ouvi falar”.
Por Jovem Pan
*Com informações do repórter
Vinícius Rangel

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