3/09/2022

TSE pede provas sobre vazamento de dados sigilosos por Bolsonaro

O inquérito de interesse do TSE opõe a Polícia Federal (PF) 
e a Procuradoria-Geral da República (PGR) | Presidente
 da República, Jair Bolsonaro | Foto: Alan Santos/PR

A PF não indiciou o presidente, em razão do foro privilegiado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou o compartilhamento das provas colhidas no inquérito sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo suposto vazamento de informações sobre ataque hacker aos sistemas do TSE.

O pedido foi encaminhado na segunda-feira 7 pelo corregedor do TSE, Mauro Campbell, ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

As provas serão usadas para aprofundar a investigação instaurada pelo TSE, depois que o presidente organizou uma transmissão pelas redes sociais para divulgar informações sobre as urnas eletrônicas. 

O inquérito, de interesse do TSE, opõe a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

A delegada responsável pelas apurações concluiu que o presidente cometeu crime de violação de sigilo, ao divulgar nas redes sociais informações sobre a tentativa de ataque hacker ao sistema do TSE. Mas o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o encerramento do caso, por entender que as informações não eram sigilosas. 

A PF não indiciou o presidente, em razão do foro por prerrogativa de função. Pela jurisprudência do tribunal, quando há uma manifestação do PGR pelo encerramento do caso, os ministros do STF costumam seguir a orientação. 

No entanto, a decisão cabe a Alexandre de Moraes, relator do caso, que até o momento não analisou a solicitação de arquivamento.

Redação Oeste

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