Deputado confirmou que irá passar
a noite no Plenário da Câmara para evitar que a determinação judicial do
magistrado sobre tornozeleira eletrônica seja cumprida
Acompanhado de alguns colegas que
se solidarizam com sua situação — entre eles Carla Zambelli (PL-SP), uma das
parlamentares mais leais ao presidente Jair Bolsonaro (PL) —, o deputado
federal Daniel
Silveira (PSL-RJ) conversou com jornalistas na noite desta
terça-feira, 29, e afirmou à equipe de reportagem da Jovem Pan que
vai passar a noite no Plenário da Câmara dos Deputados para evitar que a
decisão do ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF),
seja cumprida. Horas antes, o magistrado havia determinado a fixação imediata
de uma tornozeleira eletrônica “com urgência” em Silveira.
Ao comentar sobre sua decisão, o
congressista afirmou que “quer ver até onde vai a petulância” do magistrado.
“O Plenário é inviolável, quero saber até onde ele [Moraes] vai, já que um
deputado é soberano no Plenário. Quero ver se ele quer dobrar essa aposta”,
afirmou o parlamentar. Silveira também alegou que o ministro realiza “prisões
por opinião” e que os outros magistrados da Suprema Corte estão envergonhados
pelas atitudes do colega. Depois, o deputado se dirigiu aos jornalistas. “Vocês
fazem ideia do que está acontecendo? O ministro já desbordou todas as
legalidades constitucionais, mas a mídia aplaude. Vocês não vão acordar? Vocês
não estão vendo que é um ministro cometendo um bando de atrocidades jurídicas.”
O parlamentar ressaltou que ainda
não conversou com o presidente da Casa, deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
Uma eventual conversa depende da “importância” que Lira dará para o episódio.
“Não tentei [contato], mas vou tentar daqui a pouco, não deu tempo”, confessou.
Daniel Silveira criticou a “maturidade política” de Moraes e argumentou que, se
o ministro não queria ser criticado, que não se lançasse à vida pública.
“Ataque ao Supremo? Ataque foi em 1985, quando o Cartel de Medellín explodiu o
Palácio da Justiça [da Colômbia]. Isso é ataque. Ele gasta, em quatro anos, R$
80 milhões em segurança, não tem o direito de se sentir com medo”, disse o
deputado.
Por Jovem Pan

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