Para Paulo Guedues, Brasil está mais preparado que outros países
O governo poderá acionar o
protocolo de guerra, com um orçamento especial que inclui exceções ao teto de
gastos, caso a guerra entre a Rússia e a Ucrânia se prolongue, disse hoje (15)
o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em cerimônia no Palácio do Planalto, ele
declarou que o Brasil se recuperou da pandemia de covid-19 e que está mais
preparado que outros países.![]()
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Segundo o ministro, a emenda
constitucional que criou o novo marco fiscal, promulgada pelo Congresso no ano
passado, criou a possibilidade de o país acionar um orçamento abastecido com
créditos extraordinários (fora do teto de gastos) em situações de calamidade.
Usada pela primeira vez em 2020, no início da pandemia de covid-19, a
ferramenta foi chamada de Orçamento de Guerra.
“Estamos prontos. Temos o
protocolo de guerra todo preparado, temos a PEC [ Proposta de Emenda à
Constituição] Emergencial [novo marco fiscal], temos o botão de emergência,
temos a exceção ao teto se for preciso. Estamos preparados para qualquer
guerra”, declarou o ministro durante o lançamento de medidas econômicas para o setor
rural e para o mercado de câmbio.
Guedes ressaltou que o Brasil
recuperou-se dos impactos da pandemia e está melhor que outros países, tendo
praticamente zerado o déficit primário do setor público (resultado negativo sem
os juros da dívida pública) no ano passado. Segundo ele, o país está “pronto
para outra briga”, com a possibilidade de expandir gastos fora do teto em caso
de uma nova guerra mundial.
“O Brasil é duro na queda: caiu,
levantou, está em pé, já sacudiu e está mais arrumado do que o pessoal lá fora.
Nós estamos com déficit zerado. Nós estamos prontos para outra briga. Se vier a
Segunda Guerra Mundial aí, estamos prontos de novo, nós vamos expandir de novo,
porque nós estamos com o déficit zerado”, declarou Guedes.
Esclarecimentos
Em conversa com jornalistas após
a cerimônia, o ministro esclareceu que o Brasil não quer entrar em nenhuma
guerra. Em relação à fala sobre a Segunda Guerra Mundial, ele disse ter se
referido à “guerra mundial da pandemia”, de caráter sanitário, e à alta global
dos grãos, do petróleo e dos fertilizantes após o início do conflito entre
Rússia e Ucrânia.
O ministro ressaltou que o Brasil
votou na Organização das Nações Unidas (ONU) contra a ocupação de parte da
Ucrânia pelos russos. “Estamos superentristecidos com esse negócio da invasão”,
declarou.
Agência Brasil - Brasília
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