Ministro abriu inquérito por crime de desobediência de ordem judicial
O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Alexandre de Moraes negou hoje (30) pedido feito pela defesa do
deputado federal Daniel Silveira (União Brasil-RJ) para revogar decisão que
determinou a colocação de tornozeleira eletrônica. ![]()
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Diante do descumprimento da
medida, o ministro fixou multa diária de R$ 15 mil e mandou bloquear todas as
contas bancárias do parlamentar para garantir o pagamento.
Alexandre de Moraes também abriu
um inquérito pelo crime de desobediência de ordem judicial.
Por fim, o ministro determinou
que o presidente da Câmara, Arthur Lira, indique dia, horário e local para a
colocação da tornozeleira em Daniel Silveira e que adote medidas para descontar
a multa do salário do parlamentar.
Ontem (29), Moraes voltou a determinar que Daniel Silveira use
tornozeleira eletrônica. Pela decisão, a medida deveria ser cumprida
imediatamente pela Polícia Federal (PF), inclusive nas dependências da Câmara
dos Deputados. No entanto, o parlamentar se recusou a colocar o aparelho e
passou a noite de ontem em seu gabinete.
Defesa
Mais cedo, em recurso apresentado
ao STF, a defesa afirmou que Daniel Silveira não pode ser alvo de medidas que
possam restringir o mandato, conforme foi decidido pela Corte no julgamento da
Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.526, em 2017.
De acordo com os advogados, nos
casos de medidas judiciais que tenham impacto no mandato parlamentar, a decisão
precisa ser votada pela Câmara dos Deputados no prazo de 24 horas.
Entenda
Na semana passada, Moraes
determinou a volta do monitoramento eletrônico, mas a PF e a Secretaria de
Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (Seap) não conseguiram
cumprir a medida.
A nova decisão a favor do
monitoramento foi motivada por um pedido da Procuradoria-Geral da República
(PGR). Em manifestação enviada ao STF, a subprocuradora Lindôra Araújo
argumentou que Silveira continua a apresentar “comportamento delitivo” ao
proferir, em público, “inúmeras ofensas” contra ministros do Supremo e ao
próprio tribunal.
Silveira chegou a ser preso em
flagrante em fevereiro de 2021, no âmbito de um inquérito que apura a
realização de atos contra instituições democráticas, após ter divulgado vídeos
com ameaças a ministros do Supremo. Ele posteriormente se tornou réu no mesmo
processo.
Agência Brasil - Brasília

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