Prazos, condições e vantagens para os estudantes seguem disponíveis
Cerca de um milhão de
estudantes brasileiros está com as parcelas do Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies) em atraso. O governo federal, no entanto, disponibilizou
canais de renegociação que buscam saldar as dívidas e restabelecer o crédito
positivo para quem se encontra negativado, foi o que disse hoje (24), em
entrevista ao programa A Voz do Brasil, o presidente do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte.![]()
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Segundo Ponte, cerca de R$ 9
bilhões são devidos em parcelas não pagas. O saldo devedor total do Fies é de
R$ 38,6 bilhões, dos quais o governo federal tenta recuperar uma parte com o
novo programa de quitação de dívidas.
Iniciada em 7 de março, a jornada de renegociações
vai até 31 de agosto. Para participar, o estudante deve ter parcelas em atraso
a partir de 90 dias. Os descontos vão de 12% a 92%, e os planos de parcelamento
podem chegar a 150 parcelas. Estudantes interessados podem simular os novos
contratos de maneira digital, por meio dos apps do Banco do
Brasil ou da Caixa.
O presidente do FNDE informou,
ainda, que os estudantes com nome negativado em serviços de proteção ao crédito
terão o cadastro restabelecido assim que quitarem a primeira parcela.
Salário-educação
Segundo Ponte, o FNDE já repassou
mais de R$ 1,36 bilhão do salário-educação a estados e municípios, que devem
ser investidos em infraestrutura escolar, material didático e transporte para
alunos.
“O salário educação é uma das
principais fontes de financiamento da educação pública no Brasil. Cabe ao
gestor local definir qual a melhor destinação de recursos, de acordo com a
realidade de cada rede. Pode investir em várias ações, como: capacitação de
professores, construção, reforma, ampliação de escolas”, explicou.
Marcelo Lopes da Ponte explicou,
ainda, que a previsão é que o FNDE repasse anualmente cerca de R$ 15 bilhões em
salário-educação para estados e municípios, o que deverá fortalecer a educação
de nível fundamental e médio.
“Ao lado do Fundeb, [o
salário-educação] é uma fonte importante de recursos para manutenção do
desenvolvimento do ensino básico.”
Assista na íntegra:
Agência Brasil - Brasília

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