Agentes disseram que namibiano
'expressou muito nervosismo diante de simples perguntas'
A Polícia Federal (PF) prendeu na
madrugada desta quinta-feira, 3, um passageiro de 63 anos que tentava embarcar
com cocaína escondida em edredons no Aeroporto de Guarulhos.
Natural da Namíbia, o homem
pretendia pegar um voo para Addis Abeba, capital da Etiópia, tendo como destino
final a cidade de Pointe-Noire, no Congo. Ele recebeu voz de prisão por tráfico
internacional de drogas.
“Como o homem expressou muito nervosismo
diante de simples perguntas, ele foi conduzido a uma sala reservada, onde
passou por busca pessoal e teve as bagagens revistadas”, disse a PF.
Em cada uma das malas que o
passageiro carregava, os policiais encontraram um edredom cujo peso era
desproporcional e ainda exalava um forte cheiro químico. Dentro deles, foram
encontrados 10 volumes, contendo um total de 2 kg de cocaína.
Outro caso
Na segunda-feira 28, a Polícia
Federal, em cooperação policial internacional com a polícia Boliviana, participou da destruição de um
laboratório destinado ao refino de cocaína em área
localizada a cerca de 1,8km da fronteira do Brasil.
Quatro pessoas foram presas em
flagrante: um colombiano, dois bolivianos e um brasileiro. O brasileiro detido
foi encaminhado com os demais para cidade de Santa Cruz de La Sierra.
Segundo a PF, “trata-se de uma
das maiores estruturas empregadas para o refino de cocaína já desarticuladas na
região, em um meticuloso trabalho desenvolvido através da cooperação entre as
forças policiais do Brasil e da Bolívia”.
Estima-se que o laboratório teria
capacidade de refinar aproximadamente 2 toneladas por semana, totalizando quase
10 toneladas ao mês. No local foi encontrado pelos policiais bolivianos farto
material para o refino. No laboratório ainda havia um sofisticado sistema
de internet via satélite e rádio comunicadores.
Próximo ao local havia duas
pistas de pouso. A Polícia Federal investigava a presença da refinaria na
região há cerca de dois anos. A troca de informações entre as forças policiais
dos dois países foi essencial para a ação, comemora a corporação.
A principal hipótese era a de que
a pasta base de cocaína vinha até o laboratório de avião, em grandes
quantidades, e ali era refinada até se transformar em cloridrato cocaína em pó.
Posteriormente era embalada,
atravessava o rio Guaporé com destino ao Brasil, onde era colocada em barcos ou
caminhonetes e embarcada para caminhões em Comodoro, no Mato Grosso.
As investigações terão continuidade
para identificar os indivíduos envolvidos seja no refino ou no transporte da
substância entorpecente no Brasil, além das rotas utilizadas e destino final da
droga.
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