Mercado teme aumento de impostos
sobre a produção
O Ministério da Agricultura da
Argentina suspendeu o registro de vendas de exportação de óleo e farelo de
soja. A decisão foi comunicada no domingo 13.
Segundo informações do
jornal Clarín, o anúncio foi feito no início da colheita, para
evitar que os itens saíssem do país. A medida impede as exportações da safra
atual antes mesmo de os embarques físicos serem iniciados. De acordo com dados
do governo, cerca de 5 milhões de toneladas de óleo e farelo de soja foram
formalmente registrados para exportação neste ano.
A Argentina é responsável pela maior
parte das exportações de óleo e farelo de soja. Em 2022, o país deverá
responder por mais de 40% das exportações globais de farelo de soja e 50% das
de óleo de soja, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos.
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A Câmara de Processadores e
Exportadores de Oleaginosas da Argentina classificou a decisão como “ilegal”.
“É totalmente contrário ao interesse exportador da Argentina”, publicou, em
nota.
“Fomos surpreendidos com o
fechamento do registro de exportação do complexo soja”, disse José Martins,
presidente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires e porta-voz do Conselho
Agroindustrial Argentino. “Nós expressamos nosso repúdio a qualquer mudança nas
regras do jogo e qualquer tentativa de aumentar a carga tributária sobre o setor
agropecuário, principalmente em uma safra atingida por uma seca severa, que
reduziu significativamente a nossa produção”.
O mercado teme o aumento dos
impostos sobre a produção. Atualmente, a alíquota sobre do farelo e do óleo de
soja é de 31%, enquanto a do grão paga 33%.
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