O temporal que atingiu a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (15), deixou ao menos 24 mortos. De acordo com a Defesa Civil, as equipes contabilizam 203 registros, sendo 167 chamados para deslizamentos.
A prefeitura decretou estado de
calamidade pública. Segundo o Corpo de Bombeiros, 180 militares estão
trabalhando para socorrer as vítimas. Ainda não há informações sobre o número
de feridos, de desaparecidos e de pessoas desabrigadas.
Por meio de nota, a Defesa Civil
informou que até o momento, no Morro da Oficina, no Alto da Serra, é estimado
que 80 casas tenham sido afetadas, e também há registros nas regiões de 24 de
Maio, Caxambu, Sargento Boening, Moinho Preto, Vila Felipe, Vila Militar e as
ruas Uruguai, Whashington Luiz e Coronel Veiga.
O órgão afirma que agentes das
secretarias de Obras, de Serviço, Segurança e Ordem Pública, Saúde, Educação,
além da COMDEP e CPTrans também trabalham no atendimento da população e
recuperação da cidade.
Além dos bombeiros e funcionários
da Defesa Civil, agentes da 105º e 106º Delegacia de Polícia, do Exército, da
Polícia Militar e Rodoviária também dão suporte às operações.
O governador Cláudio Castro (PL)
está na cidade e se reuniu na madrugada com secretários estaduais para
coordenador o trabalho de resgate e reconstrução da cidade. Em vídeo nas redes
sociais, Castro afirmou que "os maquinários das secretarias de
Infraestrutura e Obras, das Cidades, do Ambiente e de Agricultura, além de
equipamentos usados pela Cedae, estarão rumo ao município para ajudar na
limpeza das ruas e vias atingidas pelas chuvas."
De acordo com a Defesa
Civil, 184 pessoas foram acolhidas nos pontos de apoio localizados no
Centro, em São Sebastião, Vila Felipe, Alto Independência, Bingen, Dr. Thouzete
e Chácara Flora.
O ministro Rogério Marinho
determinou a ida do secretário nacional de Defesa Civil ao município para
acompanhar o resgate. "Estamos em contato com a prefeitura e faremos todos
os esforços para socorrer as vítimas. Nossa Defesa Civil Nacional está
trabalhando com as defesas civis do estado e município", afirmou.
O volume de precipitação na
região foi extremamente acima do normal nesta terça. Em seis horas, choveu o
total que era esperado para todo o mês de fevereiro. As enxurradas fecharam as
ruas de acesso ao centro da cidade e causaram a suspensão do fornecimento de
energia em algumas regiões. A correnteza ainda arrastou carros, invadiu lojas, mercados.
Vídeos nas redes sociais também mostraram o desabamento de uma escola da
cidade.
No verão de 2011, Petrópolis
registrou uma das maiores tragédias ambientais da história do Brasil, após
fortes temporais. As autoridades estimam que 918 pessoas morreram e 30 mil
ficaram desabrigadas após o episódio.
Oremos por Petrópolis, região serrana do Rio. Caiu escola, e vários bairros com soterrados. Continua... pic.twitter.com/Cm7GzSIQO6
— Edilaine 👊🏼🇧🇷💚💛 (@marinhoedii82) February 16, 2022
🇧🇷 | Petrópolis, Río de Janeiro: pic.twitter.com/5Mykrgz4xb
— Alerta News 24 (@AlertaNews24) February 16, 2022
Lamentamos a 6 vidas perdidas em Petrópolis-RJ, nesta terça. A cidade sofre as consequências de fortes chuvas, foram 200 mm nas últimas 4 horas, provocando o transbordamento de rios. Há 52 pontos de deslizamento. Liguei para o gov @claudiocastroRJ e ofereci todo o apoio. Segue 👇
— Rogério Marinho (@rogeriosmarinho) February 15, 2022
Chocada com as imagens que chegam de Petrópolis. Cada ano tudo piora, as mudanças climáticas ficam mais fortes (e mais evidentes) e nada é feito. Nada. Estamos muito lascadas. pic.twitter.com/yvO17fDg2s
— Lana 🏳️⚧️ LINDA & QUEBRADA (@lanadeholanda) February 16, 2022
RIO
DE JANEIRO | Do R7
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