Trio deve responder por homicídio
duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel
A Polícia Civil do Rio de Janeiro
prendeu nesta terça-feira, 1 , três suspeitos de terem participado do
espancamento que resultou na morte do congolês Moïse Kabamgabe.
Segundo a família do africano, ele havia ido ao quiosque Tropicália, no Posto
8, na Barra da
Tijuca, para cobrar o pagamento de R$ 200 referentes aos dois dias em
que havia trabalhado lá. A polícia acredita que esse é o motivo de ele ter sido
agredido por um grupo de pelo menos cinco pessoas. Um deles é o vendedor de
caipirinhas Fábio Silva. De acordo com os agentes de segurança, ele confessou
que desferiu pauladas em Kabamgabe. O homem estava escondido na casa de
parentes. Imagens divulgadas pela polícia nesta tarde, gravadas pela câmera de
segurança do estabelecimento, mostram que o imigrante recebeu mais de 20
pauladas.
Alison Oliveira, que gravou e
disseminou um vídeo confessando a sua participação no assassinato, também foi
detido. Ele se apresentou na em uma delegacia em Bangu, relatou que foi um dos
que agrediram Moïse e acabou encaminhado à Delegacia de Homicídios. “Eu sou um
dos envolvidos na morte do congolês. Quero deixar bem claro que ninguém queria
tirar a vida dele, ninguém quis fazer injustiça porque ele era negro ou alguém
devia a ele. Ele teve um problema com um senhor do quiosque do lado, a gente
foi defendê-lo e, infelizmente, aconteceu a fatalidade”, disse Oliveira. O
terceiro suspeito não teve o nome divulgado. Perto do quiosque onde ocorreu o
crime, a polícia encontrou uma barra de madeira e um taco de beisebol. O trio
deve responder por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de
defesa e meio cruel.
Por Jovem Pan
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