De acordo com a instituição, esse
valor seria suficiente para pôr fim na maior crise sanitária da era moderna
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira, 9, que
os países desenvolvidos aportem US$ 23 bilhões (R$ 120 bilhões) na luta contra
a pandemia de coronavírus. De acordo com a entidade, esse valor seria
suficiente para pôr fim na maior crise sanitária da era moderna.
Mais da metade do montante (US$
16 bilhões) seria destinada para o Acelerador ACT, iniciativa que a OMS e
outras organizações internacionais criaram em 2020 com o objetivo de melhorar o
acesso dos países em desenvolvimento às vacinas, tratamentos e testes.
Com o dinheiro, a OMS visa a
adquirir 600 milhões de doses de imunizantes e 700 milhões de testes de
detecção. Além disso, a entidade pretende tratar 120 milhões de pacientes e
oferecer equipamentos de proteção para 1,7 milhão de profissionais de saúde,
especialmente aqueles de países com redes sanitárias deficientes. A verba
também financiará testes clínicos de tratamento contra a covid-19, visto que a
variante Ômicron começa a dar sinais de recuo.
Nos países de baixa renda, apenas
10% da população foi vacinada contra a covid-19, segundo a OMS. O acesso às
ferramentas de detecção também é menor, uma vez que, dos 4,7 bilhões de testes
realizados no mundo, apenas 22 milhões — 0,4% — foram feitos em países de
economias mais pobres. No ano passado, a entidade redistribuiu às nações menos
desenvolvidas cerca de 1 bilhão de vacinas contra a doença, além de 200 milhões
de testes e equipamentos de proteção, avaliados em cerca de US$ 765 milhões.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!