Do total, R$ 800 serão pagos pelo Governo do Estado e R$ 200 pela Prefeitura. Os desabrigados estão automaticamente cadastrados no programa, segundo o município. Eles ainda serão incluídos no Cartão Imperial para receber R$ 70 mensais como complemento de renda.
Os desabrigados da tragédia
em Petrópolis,
na Região Serrana do Rio, que estão em pontos de apoio da Prefeitura, vão
receber R$ 1 mil de aluguel social, sendo R$ 800 pagos pelo Governo do Estado e
R$ 200 pela Prefeitura. Segundo o município, são 967 pessoas desabrigadas e
acolhidas em 19 escolas públicas da cidade.
Além disso, segundo a Prefeitura,
as vítimas vão ser incluídas no Cartão Imperial para receber R$ 70 mensais como
complemento de renda.
As mortes em decorrência das
chuvas que
atingiram a cidade na semana passada chegaram a 181, informou o Corpo de
Bombeiros nesta segunda-feira (21). O número é
o maior já registrado na história do município – a maior catástrofe até aqui
era a de 1988, quando 171 morreram. Ainda há 104
desparecidos.
O assunto foi discutido durante
reunião na manhã desta segunda-feira (21) entre representantes do Ministério
Público (MP), Defensoria Pública, Governo do Estado, Prefeitura, além do bispo
diocesano Dom Gregório Paixão e integrantes da Igreja Católica.
“Os pontos de apoio têm a listagem das famílias que estão
abrigadas e essas pessoas estão automaticamente cadastradas no programa do
Aluguel Social. O próximo passo agora é fazer esse cadastramento das pessoas
que estão desalojadas. Estamos trabalhando em conjunto com todos os setores
tanto do município quanto do Estado para atender as famílias”, disse o prefeito
Rubens Bomtempo.
O prefeito disse ainda que o valor do auxílio sofreu
aumento.
"O governador se convenceu que, realmente, com R$ 500,
ficaria impossível conseguir casa popular em área segura pro povo de Petrópolis,
que hoje estão nos nossos abrigos improvisados", disse o prefeito.
Outro ponto discutido na reunião foi a necessidade de ter o
mínimo de controle quanto aos voluntários que querem atuar nos pontos de apoio,
que serão cadastrados. O governador disse que a medida é importante para
garantir a segurança e o acolhimento adequado das famílias. O prefeito afirmou
que todos os voluntários são bem-vidos na cidade.
"Precisamos muito de ajuda, e é primordial que esses
atendimentos sejam feitos de forma coordenada para que se tenha o controle da
situação e para que as famílias tenham segurança, o cadastro é
necessário".
O governador explicou ainda sobre a decisão de transferir os
voluntários da Assistência Social do Estado, que estão atuando no Colégio
Estadual Rui Barbosa, no Alto da Serra, para o Colégio Estadual Princesa
Isabel.
“A decisão de retirar as pessoas dali foi por questão de
logística. Existem mais de mil pessoas que atuam ali no resgate das vítimas e
precisamos de um local para dar suporte a essas equipes, por isso eu decidi que
uma parte do prédio será utilizada para isso. A Escola Rui Barbosa tem que ser
ponto de apoio para quem está trabalhando, devido às questões de logística e
trânsito. Pode não ser a melhor decisão, mas é a mais viável neste momento”,
afirmou o governador.
Por g1 — Petrópolis
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