22/02/2022

Desabrigados em Petrópolis vão receber R$ 1 mil de aluguel social

Mãe brinca com o filho em meio à devastação
em Petrópolis — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Do total, R$ 800 serão pagos pelo Governo do Estado e R$ 200 pela Prefeitura. Os desabrigados estão automaticamente cadastrados no programa, segundo o município. Eles ainda serão incluídos no Cartão Imperial para receber R$ 70 mensais como complemento de renda.

Os desabrigados da tragédia em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, que estão em pontos de apoio da Prefeitura, vão receber R$ 1 mil de aluguel social, sendo R$ 800 pagos pelo Governo do Estado e R$ 200 pela Prefeitura. Segundo o município, são 967 pessoas desabrigadas e acolhidas em 19 escolas públicas da cidade.

Desabrigados em Petrópolis, no bairro Alto 
Independência — Foto: Chandy Teixeira

Além disso, segundo a Prefeitura, as vítimas vão ser incluídas no Cartão Imperial para receber R$ 70 mensais como complemento de renda.

Escola municipal de Petrópolis; há 180 pessoas 
abrigadas nela — Foto: Rafael Barifouse/BBC News Brasil

As mortes em decorrência das chuvas que atingiram a cidade na semana passada chegaram a 181, informou o Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (21). O número é o maior já registrado na história do município – a maior catástrofe até aqui era a de 1988, quando 171 morreram. Ainda há 104 desparecidos.

O assunto foi discutido durante reunião na manhã desta segunda-feira (21) entre representantes do Ministério Público (MP), Defensoria Pública, Governo do Estado, Prefeitura, além do bispo diocesano Dom Gregório Paixão e integrantes da Igreja Católica.

Moradores observam a destruição após chuvas em 
Petrópolis (RJ) — Foto: Carl de Souza/AFP

“Os pontos de apoio têm a listagem das famílias que estão abrigadas e essas pessoas estão automaticamente cadastradas no programa do Aluguel Social. O próximo passo agora é fazer esse cadastramento das pessoas que estão desalojadas. Estamos trabalhando em conjunto com todos os setores tanto do município quanto do Estado para atender as famílias”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

O prefeito disse ainda que o valor do auxílio sofreu aumento.

"O governador se convenceu que, realmente, com R$ 500, ficaria impossível conseguir casa popular em área segura pro povo de Petrópolis, que hoje estão nos nossos abrigos improvisados", disse o prefeito.

Outro ponto discutido na reunião foi a necessidade de ter o mínimo de controle quanto aos voluntários que querem atuar nos pontos de apoio, que serão cadastrados. O governador disse que a medida é importante para garantir a segurança e o acolhimento adequado das famílias. O prefeito afirmou que todos os voluntários são bem-vidos na cidade.

"Precisamos muito de ajuda, e é primordial que esses atendimentos sejam feitos de forma coordenada para que se tenha o controle da situação e para que as famílias tenham segurança, o cadastro é necessário".

O governador explicou ainda sobre a decisão de transferir os voluntários da Assistência Social do Estado, que estão atuando no Colégio Estadual Rui Barbosa, no Alto da Serra, para o Colégio Estadual Princesa Isabel.

“A decisão de retirar as pessoas dali foi por questão de logística. Existem mais de mil pessoas que atuam ali no resgate das vítimas e precisamos de um local para dar suporte a essas equipes, por isso eu decidi que uma parte do prédio será utilizada para isso. A Escola Rui Barbosa tem que ser ponto de apoio para quem está trabalhando, devido às questões de logística e trânsito. Pode não ser a melhor decisão, mas é a mais viável neste momento”, afirmou o governador.

Por g1 — Petrópolis

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