Dos 15 denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina, onde agiam, apenas Rayane Figliuzzi cumpre prisão domiciliar decretada no dia 17 de janeiro.
A prisão
da blogueira Rayane Figliuzzi, no domingo (13), em Areal, na Região Serrana
do Rio, mostrou o longo caminho que a Justiça tem para percorrer quando o
assunto é desbaratar a quadrilha
“Família Errejota”, apontada pelo Ministério Público de Santa Catarina
como autora do chamado golpe do motoboy no estado.
Isso porque, dos 15 mandados
de prisão preventiva contra o grupo, apenas o de Rayane foi cumprido e
convertido em prisão domiciliar com monitoramento de tornozeleira eletrônica. A
influencer recebeu o benefício por ser mãe de um bebê de seis meses.
Henrique Varrichio, que segundo
as investigações integra o grupo, foi preso em flagrante.
As prisões preventivas da
“Família Errejota” foram decretadas no dia 7 de novembro de 2021, e o caso
segue em segredo de Justiça. A maioria dos integrantes do grupo é do Rio de
Janeiro.
Veja quem são os foragidos e
qual a sua função na quadrilha:
Alexandre Navarro Júnior,
vulgo "Juninho", 28 anos – mora no Rio de Janeiro, no Recreio dos
Bandeirantes, mas, segundo a denúncia do Ministério Público, foi para Santa
Catarina aplicar golpes do motoboy, principalmente em idosos. Noivo de Rayane
Figliuzzi e pai do bebê dela, ele chefia a quadrilha e monitorava todo o
esquema da “Família Errejota”. Segue foragido.
Henrique de Lima Varrichio,
29 anos - Natural de São Paulo, atuava como falso motoboy, que ia até as casas
das vítimas para buscar os cartões bancários cortados, para que na sequência
realizassem saques ou empréstimos a crédito. Foi preso em flagrante com vários
cartões de vítimas.
Gabriel Paiva Silva Barros, vulgo
"Paiva", 30 anos – mora no Rio de Janeiro, no Recreio dos
Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade. Também atuava como atuava como falso
motoboy. Segue foragido.
Yasmin Navarro, 25
anos – Mora no Recreio dos Bandeirantes, é irmã
de Alexandre Navarro Junior, e também
aplicava o golpe do motoboy no Rio de Janeiro, onde foi presa, teve a
prisão relaxada e segue foragida após nova decretação de prisão. Na quadrilha
do irmão, em Santa Catarina, emprestava uma maquininha de cartão para que ele
lesasse suas vítimas. Também tem um mandado de prisão em aberto pela Justiça de
Santa Catarina.
Thais Canton Pires, 25
anos, - natural de São Paulo, onde também reside. Desempenhava a função de
"telefonista", ou seja, era encarregada de telefonar e iludir as
vítimas para obter os cartões e as respectivas senhas. Segue foragida.
Isabella De Oliveira Dolores,
21 anos, vulgo "Bochecha" – Natural de São Paulo, ela reside na Rua
Carlos Gois, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e tido como um dos
endereços mais caros da cidade. Também desempenhava a função de
"telefonista", ou seja, era encarregada de telefonar e iludir as
vítimas para obter os cartões e as respectivas senhas. Namorada de Gabriel
Paiva. Segue foragida.
Joyce Kelen Farias da Silva,
23 anos – Mora em São Paulo e também atuava como telefonista da quadrilha.
Segue foragida.
Mariana Missias Fernandes
Marques, 24 anos – Outra residente do Recreio dos Bandeirantes, na
Zona Oeste do Rio, e outra telefonista do bando. É ex-namorada de Juninho.
Segue foragida.
Rayane Da Silva Figliuzzi,
24 anos – Moradora da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, Rayane é noiva de
Juninho. Na quadrilha, a blogueira também emprestava uma maquininha de cartão
para que Juninho lesasse suas vítimas. Cumpre prisão domiciliar.
Maiara Alves Teixeira, 28
anos – Nascida em São Paulo, tem como endereço cadastrado o mesmo de Isabella
de Oliveira, na rua Carlos Gois, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Também atuava
como telefonista e segue foragida.
Marina Gonçalves, 21
anos, vulgo "Metadinha" – Irmã de Isabella de Oliveira Dolores, tem
como endereço em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mais uma
telefonista da quadrilha e mais uma foragida.
Josiane Santos Oliveira,
24 anos – Natural de São Paulo, ela também atuava como telefonista da quadrilha
e segue foragida.
Danyella Celeste Ribeiro
Neto, 24 anos – Natural de São Paulo, mas moradora do Recreio dos
Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Também atuava como telefonista e
segue foragida.
Brenda Miyuki Prieto Yazawa,
25 anos – De São Paulo, Brenda era mais uma telefonista do grupo. Ex-namorada
de Henrique, ela o auxiliava na aquisição e configuração das máquinas de
cartões. Segue foragida.
Marcelo Varrichio Junior, 24
anos – Natural de São Paulo, ele é irmão de Henrique, e era responsável por
“passar” os cartões e fazer os débitos ou empréstimos nas contas das vítimas.
Segue foragido.
Por Eliane Santos, g1 Rio
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