Política de controle de preços implementada no país nos últimos meses não deu os resultados esperados
O governo da Argentina anunciou nesta quinta-feira, 17, que vai criar uma empresa estatal de alimentos, como uma nova tentativa de controlar a inflação, uma das mais altas do mundo. A política de controle de preços implementada nos últimos meses, por meio de acordos com vários setores empresariais, não deu os resultados esperados. Em janeiro, a inflação subiu 3,9%, atingindo a marca de 50% em doze meses.
Não foram divulgados detalhes
sobre o início da operação, nem sobre o funcionamento da empresa. Segundo o
governo argentino, o objetivo é que os alimentos dos pequenos e médios
produtores sejam distribuídos mais facilmente e cheguem ao mercado com preços
mais baixos.
Preocupação da Argentina com o
FMI
Outra grande preocupação do
governo argentino é com a dívida de US$ 44,5 bilhões com o Fundo
Monetário Internacional (FMI). No fim de janeiro, houve um
princípio de acordo a fim de buscar uma estabilização financeira, mas as
negociações ainda prosseguem. O presidente Alberto Fernández precisa da
aprovação no Congresso para acertar o refinanciamento, mas encontra
resistências.
Milhares de argentinos saíram em
protesto pelas ruas de Buenos Aires assim que foi divulgado o avanço no diálogo
com o FMI. Setores à esquerda na coalizão peronista de governo rejeitam a utilização
de recursos públicos para acertar as contas com o FMI, e exigem investimentos
no combate à pobreza.
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