Em terceiro lugar nas principais pesquisas de intenção de voto, bem distante do presidente Jair Bolsonaro e do petista Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro minimizou, nesta terça-feira, 18, as dificuldades que vem enfrentando no início da corrida eleitoral.
Além de patinar nas sondagens,
quase em situação de empate técnico com Ciro Gomes (PDT), Moro é um dos
candidatos com os maiores índices de rejeição — acima de 50%.
Em entrevista ao Jornal
da Manhã, da Jovem Pan, o ex-ministro atribuiu a rejeição alta a uma
espécie de desconstrução do trabalho da Operação Lava Jato.
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“Atribuo a mentiras e fake
news sobre o trabalho da Lava Jato e também no Ministério da Justiça”,
disse Moro. “Nós fizemos algo inédito no Brasil. A Lava Jato mudou a percepção
de que quem roubava não sofria as consequências.”
Moro também destacou sua atuação
como ministro da Justiça do governo de Bolsonaro, do qual saiu em 2020.
“No Ministério da
Justiça, conseguimos diminuir a criminalidade violenta e combater o crime
organizado”, afirmou.
Segundo Moro, as pesquisas
mostram que “há um grande espaço para arrebentar essa polarização” entre
Bolsonaro e Lula.
“Nossas pesquisas revelam que já
temos dois dígitos”, disse o ex-juiz. “As pessoas querem um governo que melhore
a vida delas, que dê oportunidades. Tem uma avenida muito grande, nós estamos
bem distantes das eleições.”
Corrupção do PT
Durante a entrevista, Sergio Moro
disse que os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff foram responsáveis
pelos maiores escândalos de corrupção da história do país.
“Todo mundo sabe que ocorreu
corrupção durante o governo do PT. Mensalão e petrolão não foram invenções de
Curitiba ou da imprensa que noticiou os fatos”, afirmou. “Tivemos os maiores
escândalos de corrupção da história nos governos do PT. O que essas anulações
das condenações revelam é que estamos voltando àquele cenário, em que, se você
é rico e poderoso, nunca sofre as consequências de seus atos. Ainda que você
roube, você não vai para a cadeia.”
“A gente sabe quem roubou
a Petrobras. A gente sabe quem roubou o povo brasileiro”, completou o
ex-ministro da Justiça.
Alianças
Moro também admitiu que vem
conversando com alguns partidos que podem apoiá-lo na disputa presidencial. Uma
das legendas mais próximas do ex-juiz neste momento é o União Brasil.
“Temos conversado com diversos
partidos. A gente precisa começar a dialogar, falar sobre o projeto. Isso
envolve, sim, fazer alianças”, afirmou Moro. “Infelizmente, os partidos no
Brasil não são aquela fortaleza, não têm aquela tradição, têm muita
mutabilidade. Mas dentro de todos os partidos há gente que apoia o nosso
projeto”, disse.
Embora não tenha dado maiores
detalhes sobre eventuais apoios, Moro citou legendas como PSDB, Cidadania, Novo
e o próprio União Brasil.
Inflação
Sergio Moro também foi indagado
sobre a preocupação dos brasileiros com a inflação, cujo combate deve ser prioritário,
em sua avaliação.
“Infelizmente, temos o
descontrole da inflação. Tivemos mais de 10% de índice inflacionário no ano
passado”, afirmou. “Não existe nenhuma bala de prata. Você tem que controlar a
inflação porque em algum lugar o dique vai arrebentar.”
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