Em testemunho nesta terça-feira,
6, a cuidadora alegou ter sido manipulada por Monique Medeiros e disse sentir
medo da mãe do meninoPrimeiro dia de audiências do Caso Henry Borel aconteceu
nesta terça-feira, 6, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O primeiro dia de audiências do Caso Henry Borel foi realizado nesta terça-feira, 6, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com depoimentos de testemunhas da acusação. A babá do menino, Thayná Oliveira Ferreira, foi a última a ser ouvida e mudou mais uma vez a sua versão dos fatos. Durante a deposição, Thayná negou ter visto a criança ser agredida por Dr. Jairinho, padrasto do menino. A professora Monique Medeiros, mãe da criança, e o ex-vereador do Rio de Janeiro estão presos há cerca de cinco meses, acusados de envolvimento direto na morte de Henry. No início do seu testemunho, a babá pediu para que Monique saísse da sala. Thayná alegou ter sido manipulada e disse sentir medo da mãe do menino.
Sobre seu primeiro depoimento à
polícia, Thayná afirmou ter sido direcionada por Monique. Ela revelou que foi
chamada para um conversa com a mãe de Henry em um escritório de advocacia. Lá,
a professora teria pedido que a babá falasse que a família era “perfeita”. Em
relação ao segundo testemunho, quando foi confrontada pela polícia com
mensagens obtidas em seu celular, Thayná mudou a versão e confirmou a conversa
com Monique Medeiros. Na ocasião, ela admitiu que sabia das agressões e afirmou
que a mãe da criança pediu que ela mentisse para a polícia há duas semanas.
Nesta terça, ao Tribunal de Justiça, ela contradisse o seu último depoimento.
“Eu não disse que ele era agredido fisicamente, porque eu não vi nenhum ato”,
corrigiu a depoente.
Para a babá, sua segunda
deposição à polícia foi motivada por medo e por manipulações de Monique. “Me
senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me
mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha
cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato”, afirmou.
Ela, porém, confirmou que o menino sentia dores nos corpos. “No meu
entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a
minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali
no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de
coisa”, alegou sobre as possíveis agressões de Jairinho contra Henry.
Outras versões de Thayná
Em um primeiro depoimento na
delegacia de homicídios, em março, a cuidadora disse que o relacionamento entre
Monique e Jairo era muito bom, que o convívio do casal com menino era o melhor
possível e que não visualizava nenhum problema que chamasse a sua atenção. Em
abril, porém, a polícia teve acesso a mensagens recuperadas do celular de
Thayná entre ela e Monique. As conversas entre as duas revelaram uma
insatisfação prévia da professora em sua relação com o parlamentar. Nas
mensagens, Monique teria dito à babá que foi agredida e enforcada. Em seguida,
Thayná foi convocada para prestar novo depoimento e esclarecer o conteúdo das
conversas. Neste segundo testemunho, ela confirmou a troca de mensagens com
Monique e admitiu que Henry Borel sofria agressões.
Por Jovem Pan
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