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| MARCELLO CASAL JR. / AGÊNCIA BRASIL |
Sem ganho real, o aumento de 6,2% para os benefícios começará a valer em janeiro, caso aprovado pelo Congresso
Com a proposta de orçamento
do governo para 2022, o teto dos benefícios do INSS (Instituto Nacional
do Seguro Social) deve chegar a R$ 6.832,45 no ano que vem. O valor representa
um aumento de R$ 398,88 em relação ao patamar máximo atual, mas não prevê ganho
real, ou seja, acima da inflação.
O governo propôs um reajuste
de 6,2% para o salário mínimo de 2022, que passará dos atuais R$ 1.100
para R$ 1.169 no ano que vem, de acordo com o Ploa (Projeto de Lei Orçamentária
Anual), enviado ao Congresso Nacional na terça-feira (31).
Como o aumento do mínimo afeta
aposentadorias, abono salarial e benefícios sociais, quem ganha o piso do INSS
também passará a receber R$ 1.169, um aumento de R$ 69 sobre o salário mínimo
atual.
O INPC (Índice Nacional de Preços
ao Consumidor), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco
salários mínimos, previsto em 6,2% para 2021, é o mesmo índicador utlizado para
reajustar o mínimo e os benefícios do INSS. Além das pensões e aposentadorias,
estão o BPC (Benefício de Prestação Continuada), auxílio doença, auxílio
acidente, aposentadoria por invalidez.
Caso a proposta do governo seja
aprovada pelo Congresso, o aumento começará a valer em janeiro de 2022, com
pagamento a partir de fevereiro.
"O INPC é apenas um índice
que corrige a inflação, não é nenhum ganho real para o aposentado", afirma
o advogado Giovanni Magalhães, especialista em cálculos previdenciários da
ABLCalc, que a pedido do R7 fez uma projeção de como ficariam
os benefícios do INSS – do piso ao teto – com o INPC a 6,2%.
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| ARTE/R7 |
Sem ganho real
Com impacto das elevações
significativas nos preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos
alimentos, as estimativas para a inflação deste ano começaram a ultrapassar os
7%, quase dois pontos porcentuais acima do teto da meta do Banco Central. Com
isso, até o fim do ano, pode haver uma nova autalização do índice que reajusta
o piso salarial.
O aumento do mínimo afeta
aposentadorias, abono salarial e benefícios sociais. Entre 2015 e 2019, o
salário mínimo foi calculado, por lei, com base na expectativa para o INPC do
ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de
todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes. A
determinação buscava garantir uma reposição real da renda dos profissionais
remunerados com o mínimo.
Desde 2020, o piso salarial
passou a ser corrigido apenas pelo INPC, a fim de preservação do poder de
compra do mínimo. A decisão, no entanto, não traz ganho real à remuneração dos
profissionais. Estimativas do governo apontam que cada R$ 1 a mais no salário
mínimo eleva as despesas públicas em R$ 351,1 milhões.
A equipe econômica avalia que a
mudança no cálculo do reajuste leva em conta o aumento das despesas da
Previdência e dos benefícios sociais, entre eles a renda mensal vitalícia, paga
a idosos carentes, e o Bolsa Família.
Ana Vinhas, do R7


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