
Presidente Jair Bolsonaro participou de ato em Brasília
e em São Paulo nesta terça-feira.
DEIVIDI CORREA/ESTADÃO CONTEÚDO
Para Alê Silva, manifestações do
7 de setembro mostraram que a opinião pública está ‘massivamente’ ao lado do
presidente: ‘A voz do povo é a voz de Deus’
A deputada Alê Silva (PSL) avalia que os discursos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro nos atos de 7 de setembro não configuram ameaça ou ataque às instituições. Na visão da parlamentar, o chefe do Executivo “fala a língua do povo”. “A População quer que os três poderes cada um trabalhe dentro dos limites das suas competências, conforme está previsto na Constituição. Não acredito em ruptura, em ‘trabalhar fora das linhas da Constituição’. Ele está reproduzindo o sentimento da população. Quem está jogando fora das quatro linhas é o Supremo. Está havendo uma intervenção sem limites do STF junto aos demais poderes e isso a gente não pode mais aceitar”, afirmou a parlamentar durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, defendendo que as instituições trabalhem “pelo bem do povo e da nação”.
No geral, o discurso do
presidente Bolsonaro na capital paulista desta terça-feira, 7, foi marcado por
duras críticas ao ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre outras coisas, o
chefe do Executivo pediu que o magistrado deixe de ser “canalha” e afirmou
que não vai mais respeitar as determinações do ministro. As
declarações repercutiram negativamente entre as autoridades, que enxergam no
discurso ameaças à democracia. Com isso, o Senado Federal cancelou os trabalhos
desta quarta-feira, 8, e lideranças voltaram a discutir a abertura do processo
de impeachment de
Jair Bolsonaro, com apoio de novos partidos como o PSDB, que vai debater o tema
ainda hoje. Para Alê Silva, no entanto, não há chances de afastamento.
“Povo é a primeira e única instituição
democrática que existe, as demais são constituídas a partir do voto e da
vontade do povo, que clamou e tem que ser ouvido. Não há de se falar em
impeachment de um presidente com apoio desse tamanho. A voz do povo é a voz de
Deus”, garantiu. Segundo a deputada, a temperatura política deve aumentar
porque a oposição viu o apoio a Bolsonaro nas ruas. “A opinião pública está
massivamente ao seu lado. Em pleno feriado as pessoas foram às ruas, pessoas de
outros Estados vieram à avenida Paulista, foram à Brasília, gastando o próprio
bolso. […] As pesquisas reais são as que vêm nas ruas. A oposição deve estar
aflita, porque mais uma vez se materializou apoio do presidente.”
Por Jovem Pan
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!