
Incêndio começou após homem colocar fogo em roupas
Foto: Anna Beatriz Lourenço
Segundo a polícia, ele vai
responder pelos crimes de lesão corporal, tentativa de feminicídio e vias de
fato. Caso aconteceu nesta segunda-feira (6). Casa foi interditada pela Defesa
Civil.
O homem de 56 anos que foi preso
nesta segunda-feira (6), em Maricá (RJ), por atear
fogo na própria casa depois de uma discussão com a esposa e filha, foi
transferido para o presídio de Benfica, na capital do estado, no início da
tarde desta terça-feira (7).
O incêndio começou em um dos
quartos do imóvel, após o homem atear fogo em roupas que estavam no local,
segundo a esposa. As chamas se espalharam pela residência e rapidamente
atingiram outros cômodos.
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| Incêndio começou após homem colocar fogo em roupas que estavam em quarto da casa, em Maricá, no RJ. Foto: Anna Beatriz Lourenço |
De acordo com a esposa, o pai não
aceitava o namoro da filha de 25 anos.
Na rua, era possível ver marcas
de sangue. A esposa também estava com marcas de sangue na roupa. De acordo com
a mulher, o marido sempre foi violento. A filha também disse que o pai já teria
agredido ela e a mãe outras vezes.
Ainda de acordo com a esposa, ao
ver o fogo se alastrar, o homem tentou apagar as chamas, mas caiu do muro da
casa e ficou ferido. Ele foi levado para uma unidade de saúde, onde ficou sob
custódia até receber alta e ser preso.
Movéis ficaram completamente
destruídos após incêndio em casa em Maricá, no RJ — Foto: Anna Beatriz Lourenço
De acordo com o Hospital
Municipal Conde Modesto Leal, ele chegou a unidade com perda de consciência e
queimaduras de 2° grau na região da face, couro cabeludo e antebraço, foi
medicado, recebeu curativos e recebeu alta no mesmo dia.
O homem foi enquadrado na Lei
Maria da Penha e, segundo a policia, vai responder pelos crimes de lesão
corporal, tentativa de feminicídio e vias de fato.
A casa foi vistoriada pela Defesa
Civil nesta terça-feira (7). De acordo com a pasta, foram verificados danos no
imóvel que podem causar desabamento. "Há ainda a necessidade de reforço
estrutural e de revestimento e não é recomendado a permanência no local para
evitar acidentes. O imóvel continua interditado", informou.
Por Anna Beatriz Lourenço, G1 — Região dos Lagos

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